Política

Racha na esquerda? Vereadores de Salvador discordam sobre programa importante: "Desserviço"

Arquivo/Reginaldo Ipê
A vereadora Marta Rodrigues ressalta os resultados positivos do programa Bahia Pela Paz, enquanto Hamilton Assis questiona a abordagem em relação à juventude negra  |   Bnews - Divulgação Arquivo/Reginaldo Ipê
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 03/10/2025, às 17h22



O programa “Bahia pela Paz”, lançado pelo governo estadual como uma nova política de segurança pública, dividiu dois vereadores da esquerda em Salvador. Enquanto o professor Hamilton Assis (PSOL) questiona a eficácia da iniciativa diante do grande número de mortes de jovens negros em operações policiais, Marta Rodrigues (PT) defende que as críticas são infundadas e ignoram avanços já alcançados.

Para o psolista, o investimento de R$ 234 milhões no programa não tem se traduzido em redução da violência letal. “Não existe política de segurança eficaz enquanto o Estado enxergar a juventude negra como alvo e não como sujeito de direitos. O que vemos hoje é um estado que fala em equidade, mas é o mais letal do Brasil em números absolutos”, declarou, em nota nesta quinta-feira (2).

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Já Marta, sem citar nomes, rebateu as críticas e afirmou que o Bahia pela Paz tem mostrado resultados concretos em pouco tempo. Segundo a vereadora, os coletivos implantados pelo programa já atenderam mais de sete mil jovens e suas famílias, com mais de R$ 80 milhões destinados ao acompanhamento individualizado, dentro de um investimento que ultrapassa R$ 200 milhões em políticas de prevenção.

“É papel dos setores progressistas apoiar e buscar a ampliação dessas iniciativas. Criticar programas como o Bahia pela Paz sem conhecer seus resultados é um desserviço e um retrocesso no campo democrático popular”, concluiu.

A vereadora também lembrou medidas recentes, como a nova portaria da Polícia Militar que afasta policiais envolvidos em operações com mortes, e a expansão do uso de câmeras corporais.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)