Política
O programa “Bahia pela Paz”, lançado pelo governo estadual como uma nova política de segurança pública, dividiu dois vereadores da esquerda em Salvador. Enquanto o professor Hamilton Assis (PSOL) questiona a eficácia da iniciativa diante do grande número de mortes de jovens negros em operações policiais, Marta Rodrigues (PT) defende que as críticas são infundadas e ignoram avanços já alcançados.
Para o psolista, o investimento de R$ 234 milhões no programa não tem se traduzido em redução da violência letal. “Não existe política de segurança eficaz enquanto o Estado enxergar a juventude negra como alvo e não como sujeito de direitos. O que vemos hoje é um estado que fala em equidade, mas é o mais letal do Brasil em números absolutos”, declarou, em nota nesta quinta-feira (2).
Já Marta, sem citar nomes, rebateu as críticas e afirmou que o Bahia pela Paz tem mostrado resultados concretos em pouco tempo. Segundo a vereadora, os coletivos implantados pelo programa já atenderam mais de sete mil jovens e suas famílias, com mais de R$ 80 milhões destinados ao acompanhamento individualizado, dentro de um investimento que ultrapassa R$ 200 milhões em políticas de prevenção.
“É papel dos setores progressistas apoiar e buscar a ampliação dessas iniciativas. Criticar programas como o Bahia pela Paz sem conhecer seus resultados é um desserviço e um retrocesso no campo democrático popular”, concluiu.
A vereadora também lembrou medidas recentes, como a nova portaria da Polícia Militar que afasta policiais envolvidos em operações com mortes, e a expansão do uso de câmeras corporais.
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