Política
A dissidência da Revolução Solidária, corrente de Guilherme Boulos no PSOL, divulgou uma carta na qual afirma que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência bolou um plano para deixar o partido e se filiar ao PT.
Segundo o texto obtido pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Boulos teria tomado a decisão entre o final de novembro e o início de dezembro, mês em que negociou condições para que sua mulher, Natália, disputasse a eleição pela sigla de Lula.
Ainda de acordo com o documento, os detalhes foram negociados com o presidente do PT-SP, Kiko Celeguin, em reunião na Praia Grande, mas “pegava mal sair assim a seco” e era necessário “construir uma narrativa”.
O texto cita ainda que a proposta de federação com o PT foi encomendada com o objetivo de criar uma polêmica e transformá-la em crise, abrindo caminho para sua saída.
O grupo afirma ainda que a militância da Revolução Solidária “foi tratada como gado” e sustenta que parlamentares e pré-candidatos estão sendo pressionados a ir para o PT.
Resposta
Em resposta a acusação, Guilherme Boulos afirma que o grupo do qual faz parte no PSOL está discutindo rumos, sem nada definido ainda, mas que "parte do PSOL resolveu se apequenar, revelando desespero e oportunismo ao redigir uma carta apócrifa".
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