Política
Publicado em 17/02/2025, às 07h48 Rebeca Santos
O vice-presidente do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, anunciou que denunciará a ministra da Igualdade Racial do governo Lula, Anielle Franco, ao conselho de ética do partido nesta segunda-feira (17).
Ele alega ter encontrado indícios de que um suposto funcionário fantasma da prefeitura teria sido indicado por ela na gestão anterior.
A ministra nega as acusações e afirma ser vítima de "perseguição e violência política".
"Recebi informações de que um funcionário fantasma teria sido contratado a pedido dela. Independentemente de ser verdade, ordenei a abertura de um inquérito. Ao investigar, descobri que, além disso, o indivíduo em questão atuava como 'consultor' dela enquanto ainda estava vinculado a Maricá. Infelizmente, tanto na esquerda quanto na direita, existem esses 'santos de bordel'. É por isso que o povo está tão descrente da política".
O vice-presidente do PT acrescentou: "Vou solicitar a abertura de uma comissão de ética contra ela na reunião do diretório nacional desta segunda-feira".
Ele também mencionou que foi alvo de uma denúncia semelhante por parte de Anielle.
"Ela pediu uma comissão de ética contra mim por eu ter defendido que Brazão é inocente e não teve o devido processo legal no caso Marielle", disse o prefeito, referindo-se ao deputado Chiquinho Brazão, preso preventivamente como suposto mandante do assassinato da vereadora do PSol, irmã da ministra.
O funcionário citado por Quaquá é Alex da Mata Barros, lotado na autarquia Serviços de Obras de Maricá (Somar). Ele foi admitido em 1/6/2021 e deixou o cargo de assessor especial em 1/1/2025.
Quaquá afirma que, durante esse período, Barros também prestou serviços para o Ministério da Igualdade Racial (MIR). O funcionário foi contratado como consultor do Projeto Gente Negra "Reconstrução e Desenvolvimento", da pasta chefiada por Anielle, em 17/5/2024.
Procurado, o ministério negou as acusações de Quaquá e esclareceu que os consultores do projeto foram contratados e remunerados diretamente pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (Banco CAF), com apoio do ministério.
"Não há ilegalidade em nenhuma consultoria de apoio ao Ministério da Igualdade Racial".
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