Política
A cidade de Teixeira de Freitas, localizada no extremo sul da Bahia, tem visto o cenário político bem movimentado nos últimos dias. Os vereadores vereadores Marcelo Santos Teixeira e Adriano Santos Souza foram acusados de cometer rachadinha. No entanto, os dois parlamentares afirmam que as denúncias teriam sido "fabricadas" como uma retaliação após a Câmara Municipal instalar três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar a gestão da prefeitura.
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A denúncia contra os vereadores, publicada por um site da região, tem como base relatos apresentados por dois ex-assessores, que alegam ter sido exonerados depois que se recusaram a participar do suposto esquema. Os dois ex-servidores teriam entregue ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) um material, entre conversas e comprovantes bancários, que comprovaria a irregularidade.
Em uma publicação nas redes sociais, Marcelo Teixeira e Adriano Souza negaram ter cometido qualquer irregularidade. No post, os parlamentares dizem que consultaram o sistema de processos no MP-BA e não encontraram o processo contra eles. Eles alegam ainda que a investigação foi "fabricada" horas após a Câmara de Teixeira de Freitas instalar três CPIs por possíveis irregularidades na gestão da prefeitura— incluindo uma que investiga o Procurador-Geral do Município por abuso de autoridade.
Marcelo Teixeira e Adriano Souza dizem ainda que o procurador-geral do município, Leandro Saboia Laudano Santos, compartilhou a notícia nos stories do seu perfil no Instagram e em um grupo da equipe de governo do prefeito da cidade, Marcelo Belitardo (União Brasil).
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O BNews procurou a prefeitura e o procurador-geral através dos canais divulgados pelo site da administração municipal para obter um posicionamento sobre a declaração dos dois vereadores, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. O espaço está aberto para as manifestações.
A Câmara de Teixeira de Freitas aprovou a abertura de três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar possíveis irregularidades na gestão da prefeitura em áreas como saúde e limpeza urbana. Os requerimentos contaram com o apoio de pelo menos um terço dos vereadores, como prevê o regimento da Casa.
Uma comissão vai investigar supostas irregularidades na gestão dos serviços de saúde, com foco em possíveis irregularidades em processos de compras, falhas na prestação de contas e divergências financeiras, além de possível ausência de controle social na contratação.
Outra comissão, chamada de CPI da Limpeza Pública, vai investigar os gastos de cerca de R$ 35,4 milhões com serviços de limpeza urbana em 2023. Há indícios de discrepâncias nos valores quando comparados a outros municípios baianos.
Já a terceira CPI investiga a atuação da Procuradoria-Geral do Município (PGM) por possíveis práticas de abuso de autoridade, desvio de finalidade e perseguição institucional contra servidores públicos.
O prazo inicial de funcionamento varia entre 90 e 120 dias, podendo ser prorrogado conforme necessidade.
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