Política

Rachadinhas, venda de joias e funcionários fantasmas: relembre casos de corrupção que envolvem o Clã Bolsonaro

Carlos Moura / Agência Senado
Bolsonaro enfrenta investigações por lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça, além de ser réu por tentativa de golpe  |   Bnews - Divulgação Carlos Moura / Agência Senado
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 23/08/2025, às 14h33



“Me chama de corrupto, porra!”. Essa frase foi dita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) em dezembro de 2020, quando ele estava prestes a completar dois anos de governo, ao reagir às críticas da imprensa. Bolsonaro sempre tentou sustentar essa narrativa de que poderiam acusá-lo de qualquer coisa, menos de corrupção.

O ex-presidente, atualmente, além de ser réu por tentativa de golpe de Estado, é investigado por possível lavagem de dinheiro pela Polícia Federal (PF) por movimentar cerca de R$ 30,5 milhões em suas contas bancárias em apenas um ano.

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O relatório da PF, baseado em informações levantadas pelo Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf), consta no inquérito que indiciou Bolsonaro e seu filho Eduardo por obstrução de Justiça.

Escândalos

A família Bolsonaro é cercada por escândalos que incluem desde fraudes mais "banais", como adulteração em notas fiscais de combustível, funcionários fantasmas e rachadinhas, mais comuns na política brasileira, até a apropriação e venda de joias e artigos de luxo que deveriam fazer parte do patrimônio do Estado brasileiro, conforme noticiou a revista Fórum.

O caso mais emblemático dos esquemas de rachadinhas, que consiste em reter parte dos salários de assessores, é o de Walderice Santos da Conceição, conhecida como Wal do Açaí, que teria sido contratada por Bolsonaro como uma funcionária fantasma no gabinete do ex-presidente na época em que ele ainda era deputado federal.

Além desse caso estão os repasses suspeitos no gabinete de Flávio Bolsonaro. Entre 2011 e 2016, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, depositou cerca de R$ 89 mil em cheques na conta da então primeira-dama Michelle Bolsonaro. A movimentação até hoje não foi esclarecida publicamente. 

Uma investigação da PF revelou uma suposta organização criminosa associada a Bolsonaro que teria vendido presentes milionários recebidos de autoridades estrangeiras como relógios, canetas e joias, no valor de cerca de US$ 1,2 milhão, em um esquema de lavagem de dinheiro e associação criminosa durante o seu governo. 

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