Política
por Héber Araújo
Publicado em 20/02/2026, às 18h17
A esposa do ex-deputado federal foragido Alexandre Ramagem, Rebeca Ramagem, afirmou estar sendo vítima de perseguição política após a determinação da Procuradoria do Estado de Roraima determinar que ela retorne ao trabalho. A procuradora está nos Estados Unidos desde setembro, com o marido e as duas filhas.
Em postagem nas redes sociais, Rebeca afirmou que não está fora do país por vontade própria, mas sim por necessidade de manter a família unida. Segundo afirmou, ela tem exercitado o trabalho remoto desde 2016, mas que a Procuradoria do Estado de Roraima decidiu seguir a “exemplo de perseguição e ilegalidades”.
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“É preciso enfrentar um leão por dia. Além de ter meu salário suspenso por decisão do supremo, sou obrigada a lidar, com profunda tristeza, com uma sequência de atos que configuram uma verdadeira perseguição política por parte do governo de Roraima. Um governo que se apresenta como defensor de valores”, disse ela.
Rebeca apontou que o governo de Roraima, de forma arbitrária, suspendeu seu regime de teletrabalho “e impôs presença física obrigatória, apenas para me prejudicar, rompendo isonomia interna e rejeitando a própria atividade digital das atribuições exercidas”, completou.
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Após a alegação da esposa do ex-deputado, a Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-PR) negou as acusações e afirmou que não houve “suspensão do teletrabalho”. O órgão estadual ainda afirmou que Rebeca não está autorizada a trabalhar remotamente desde 2020.
“A procuradora já não estava formalmente autorizada a atuar remotamente desde 2020”, diz a nota que aponta que a própria pediu a revogação do formato a distância em agosto daquele ano. “Pedido que foi deferido. Desde então, sua lotação oficial seria presencial na unidade da capital federal”, completou a nota.
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