Política

Revolta dos legisladores? Insatisfação com Executivo toma conta da Câmara de Salvador e influencia Alba

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Sinais de aborrecimento já são percebidos entre membros das bancadas governistas  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNEWS
Anderson Ramos e Carolina Papa

por Anderson Ramos e Carolina Papa

Publicado em 28/08/2025, às 06h00



O governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil) estão vivendo dias difíceis com suas bases na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e na Câmara Municipal, respectivamente.

Embora ainda incipiente, a insatisfação dos membros das bancadas aliadas com os dois gestores já é percebida por olhos atentos e nesta semana ficou um pouco mais visível.

A sessão da Alba desta terça-feira (26), por exemplo, tinha tudo para ser tranquila, mas não foi. Com projetos tramitando em regime de urgência para serem votados, se esperava uma sessão sem apertos para o governo, porém houve surpresa.

A oposição conseguiu obstruir boa parte da sessão, obrigando a presidente Ivana Bastos (PSD) a prorrogar o seu fim, em até 600 minutos, embora o tempo extra não tenha sido utilizado em sua totalidade. Os deputados oposicionistas usaram a tribuna para criticar os sucessivos pedidos de urgência em projetos do executivo e fizeram uma série de pedidos de contagem de quórum.

Diante do cenário, o líder da oposição, Rosemberg Pinto (PT), precisou chamar inúmeras vezes os deputados da bancada da maioria a comparecer ao plenário.

Fontes ouvidas pelo BNEWS apontam que a resistência de parte dos governistas em marcar presença se dá por conta do não atendimento de demandas por parte de Jerônimo e o que se viu ontem teria sido um recado ao gestor.

Câmara de Salvador

A relação entre Bruno Reis e sua base na CMS está mais estremecida. A sessão desta quarta-feira (27), por exemplo, foi suspensa por falta de quórum. De acordo com informações obtidas pela reportagem, a “queda” foi avisada no grupo geral dos vereadores.

Dos poucos vereadores da base que compareceram à CMS nesta quarta, a justificativa dada para a ausência dos demais seria que “cada um está fazendo a sua parte”. A situação estaria sendo causada por causa do “bloqueio” de emendas parlamentares, o que o prefeito nega.

“Desconheço isso. Minha relação com a Câmara é a melhor possível. Tenho conversado com os vereadores e não sei de onde tiraram isso. Se há algum motivo de insatisfação, em nenhum momento nenhum deles demonstrou. Tenho três anos e meio de mandato pela frente. Na hora em que eles entenderem que é o momento de votar os projetos importantes para a cidade, eles vão contribuir, dar sugestões e ideias”, cravou o gestor nesta quarta.

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