Política
por Anderson Ramos
Publicado em 19/11/2025, às 12h14
O deputado estadual Robinho (União Brasil) tornou pública sua insatisfação com a atuação de Tiago Correia (PSDB) na liderança da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Ao BNews, Robinho disse que não se sente mais representado pelo tucano e indicou que vai pedir um novo nome para o posto.
O estopim aconteceu na sessão de terça-feira (18), quando a Casa colocou em votação a urgência de dois pedidos de empréstimo, um de R$ 300 milhões e outro de R$ 2 bilhões.
Segundo Robinho, a bancada da minoria tinha acordado a estratégia de pedir verificação de quórum para impedir a votação, já que havia poucos parlamentares presentes. Porém, quando a matéria foi colocada em votação, Tiago não estava no plenário, ninguém requisitou a verificação e a urgência de R$ 300 milhões foi aprovada. Em seguida, o deputado Sandro Régis (União Brasil) percebeu a situação, pediu a verificação e impediu a votação da operação de crédito de R$ 2 bilhões.
Segundo Robinho, o próprio Tiago em conversa com ele, reconheceu que vacilou e que deveria ter alertado outro colega sobre sua saída do plenário para impedir a votação.
“O zagueiro que toma bola nas costas, se eu fosse um técnico, tem que ir para a reserva. Então, acho que ele não serve para ser líder”, comentou Robinho.
ENCONTRO COM LOYOLA
Robinho também questionou um encontro que Tiago Correia teve com o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, um dia antes da votação. Na avaliação dele, não parecia haver motivos para o líder da oposição se encontrar com o principal articulador político do governo Jerônimo Rodrigues, o que, segundo ele, levanta suspeitas.
“Eu acho que é normal um deputado ir conversar com o governo, mas ele como líder sentar para conversar? Eu não sou radical, mas o que é que um líder de oposição tem para conversar com o Loyola? Ele é defensor, se o governo estiver errado, ele tem que defender o governo e dizer que o governo está certo. Então, acordar o quê?”, disparou.
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O deputado também indicou que vai se queixar com o ex-prefeito de Salvador e virtual candidato ao Palácio de Ondina, ACM Neto (União Brasil), para que haja uma troca na liderança.
A liderança da oposição na Alba é escolhida anualmente, mas Robinho negou que tenha interesse no posto. “Eu não tenho conhecimento do regimento interno, à altura de ser líder e eu moro a 900 km de Salvador. Eu acho que o cara para ser líder, ele tem que estar mais perto de Salvador, porque pode surgir uma coisa a qualquer momento e fica mais fácil para quem mora em Salvador”, argumentou.
A reportagem tentou entrar em contato com o tucano, mas não conseguiu retorno. O espaço está aberto.
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