Política

Rolls-Royce de R$ 9,7 milhões apreendido marca investigação contra advogado Nelson Wilians

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Um Rolls-Royce Phantom, avaliado em R$9,7 milhões, foi apreendido com o advogado Nelson Wilians durante a Operação Sem Desconto da Polícia Federal  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 07/10/2025, às 15h28 - Atualizado às 21h28



Um Rolls-Royce zero quilômetro, avaliado em R$9,7 milhões, foi apreendido recentemente com o advogado Nelson Wilians, durante a última fase da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal. O veículo, da linha Phantom, é considerado o carro mais caro já retido pela PF e faz parte da lista de bens de luxo apreendidos na operação. 

A marca é reconhecida internacionalmente, com modelos históricos utilizados por personalidades como Fred Astaire e John Lennon. A apreensão ocorre em meio a investigações sobre fraudes no INSS. Wilians entrou no radar da PF após o surgimento de pagamentos de R$15,5 milhões a Maurício Camisotti, empresário investigado no esquema de fraudes. 

Embora Camisotti seja cliente do advogado, Wilians realizou os pagamentos, o que chamou atenção das autoridades. A compra do Rolls-Royce, fechada em 11 de julho, foi registrada em nome da empresa da esposa de Wilians, Anne Carolline Wilians.

A empresa que importou o carro, sediada no Recife, notificou a venda ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), conforme documentos enviados à CPMI do INSS e obtidos pelo UOL.

Segundo a comunicação da empresa importadora, “durante a análise cadastral foram encontradas notícias que mencionam o escritório Nelson Wilians Advogados em apurações envolvendo movimentações financeiras que chamaram a atenção”.

Além do Rolls-Royce, foram apreendidos outros veículos de luxo e obras de arte, incluindo uma pintura de Di Cavalcanti de 1971, entre outros itens de valor significativo. 

Entre 2019 e 2024, Wilians movimentou R$ 4,3 bilhões. Só numa conta de Banco do Brasil, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, foram registrados R$209,5 milhões em débitos e R$207,7 milhões em créditos.

De acordo com a Coaf, essa movimentação supera a capacidade financeira declarada do advogado e indica possíveis transferências em benefício de terceiros sem causa aparente. 

Em nota enviada ao Bnews, a defesa de Nelson Wilians afirmou que as operações são regulares e não têm relação com os fatos apurados pela CPMI do INSS.

"As operações financeiras mencionadas são absolutamente regulares e não têm qualquer relação com os fatos apurados pela CPMI do INSS. Todos os documentos comprobatórios — contratos, recibos e extratos — já estão sendo apresentados às autoridades competentes. O advogado Nelson Wilians sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade e transparência, e reitera plena confiança na Justiça e nas instituições responsáveis pela investigação".

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