Política
Publicado em 27/05/2024, às 11h02 - Atualizado às 11h10 Redação
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) investigam o senador Romário (PL-RJ) por suposto envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro de projetos de esportes da Prefeitura do Rio de Janeiro. O caso envolve ainda o vereador do Rio Marcos Braz (PL), vice-presidente de futebol do Flamengo. As informações são do Uol.
A reportagem detalhou que as acusações contra eles partiram da delação premiada do empresário Marcus Vinícius Azevedo da Silva, que tinha firmas --em nome dele ou de laranjas-- que foram, segundo ele próprio já admitiu, beneficiadas por esquemas de desvios de dinheiro de projetos sociais da Prefeitura do Rio e do governo estadual.
Marcus foi preso em 2019 na Operação Catarata, do Ministério Público do RJ, cujo foco foram desvios de recursos da Fundação Leão 13, do governo estadual. A ONG Cebrac (Centro Brasileiro de Ações Sociais para Cidadania), citada por Marcus Vinícius no anexo da delação que envolve Romário e Marcos Braz, tinha relação com o empresário.
A reportagem apurou que dois contratos, no total de R$ 13 milhões, foram assinados com a ONG Cebrac durante a gestão de Marcos Braz na Secretaria Municipal de Esporte do Rio, seu primeiro cargo público. O delator afirma que houve direcionamento no processo que selecionou a entidade.
Em sua defesa, Romário disse, por meio de nota de sua assessoria de imprensa, que a delação "possui narrativa vaga e imprecisa". Já Marcos Braz se mostrou surpreso e disse que não iria se manifestar.
O esquema
Segundo o delator, Braz pegava dinheiro em ONG, diz delator. O vereador era o responsável pelo recolhimento de valores desviados no esquema que envolveu a ONG para "favorecimento ilícito de Romário". A reportagem não teve acesso a detalhes sobre como se dava o repasse.
Ainda de acordo com o Uol, o delator contou que os pagamentos ocorreram durante a passagem de Braz pelo comando da pasta, cargo para o qual foi indicado por Romário e onde permaneceu entre janeiro de 2015 e março de 2016.
O MPF pediu informações à Prefeitura do Rio sobre contratos assinados por Braz com o Cebrac no valor total de R$ 13 milhões, para a gestão de vilas olímpicas (espaços para prática de esportes).
De acordo com a reportagem, um inquérito foi aberto no início deste mês no STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar o caso, que tem indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Sob sigilo, o inquérito tem relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.
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