Política
por Leonardo Oliveira
Publicado em 07/10/2026, às 19h59
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) avaliou, nesta quarta-feira (7), durante entrevista ao programa Se Liga Bocão, a composição da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) após as eleições e destacou que a base governista inicia a próxima legislatura com maioria na Casa.
O parlamentar pontuou que a base aliada elegeu 42 deputados, enquanto a oposição conquistou 20 cadeiras. O PSOL terá um representante. Na avaliação de Rosemberg, o cenário é mais favorável ao grupo governista do que o registrado na eleição anterior.
“Nessa, nós elegemos 42. Eles elegeram 20. E mais o PSOL, que elegeu um deputado. Então, nós já iniciamos numa posição majoritária”, destacou.
Apesar da maioria, o deputado afirmou que a oposição terá um novo perfil, principalmente em razão do crescimento do PL, sigla com parlamentares ligados ao bolsonarismo. Rosemberg, no entanto, ponderou que nem todos os integrantes do partido adotam a mesma postura política.
“Eu conheço alguns deles que estão no PL, que foram para o PL, obviamente dentro de uma conjuntura política, mas não têm uma postura [bolsonarista]. Paulo Câmara, por exemplo, é um deputado que não tem esse espírito, de DNA do bolsonarismo”, declarou.
Rosemberg também lamentou a não reeleição de parlamentares de esquerda, entre eles Hilton Coelho (PSOL) e Fabíola Mansur (PSB). Para o petista, a próxima composição da Alba será “nova e aguerrida”, mas deverá manter a maioria governista.
“Eu lamento bastante a ausência de duas pessoas, como você falou, Hilton Coelho e a deputada Fabíola Mansur, como outros e outras companheiras que não conseguiram a sua reeleição", disse.
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Questionado sobre a possível reeleição da deputada estadual Ivana Bastos (PSD) para a presidência da Alba, Rosemberg afirmou que ainda é cedo para discutir o assunto. Segundo ele, o grupo político está concentrado na eleição presidencial.
“Com relação à presidência da Casa, está muito cedo para debater essa questão. Nós estamos envolvidos na reeleição do presidente Lula”, afirmou.
O deputado relatou ainda que o governador se reuniu com a bancada e com presidentes dos partidos da base aliada para tratar da mobilização política nos municípios.
“O governador chamou uma reunião com a bancada. A presidência do meu partido chamou uma reunião com a nossa bancada. Hoje, o governador se reuniu com os presidentes dos partidos da base aliada para que a gente pudesse, os partidos, inclusive com os dirigentes municipais desses partidos, nos mobilizarmos nos diversos municípios", relatou.
Rosemberg defendeu a reeleição de Lula e afirmou que a Bahia poderia enfrentar um cenário de perseguição caso o petista não permaneça na Presidência da República. Ao comentar o grupo político ligado a Bolsonaro, o deputado fez críticas a acusações e episódios associados ao bolsonarismo.
“Então, a prioridade agora é a eleição do presidente Lula, porque eu não tenho dúvida, se não for o Lula, a Bahia passará por uma situação de perseguição, como o Rui teve aqui na época do Bolsonaro. E esse é diferente, porque não sou eu quem está dizendo. Os aliados dele o tratam como assaltante, tratam como miliciano, tratam como o cara da rachadinha, o cara fora da realidade ética da política. Então, na minha opinião, pressupõe-se um posicionamento pior do que o anterior, certo? Na época do governador Rui Costa. Por isso que é preponderante o povo baiano e as ruas elegerem Lula presidente", finalizou.
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