Política

Rui defende nome forte para suplência e relembra convite para Otto ser governador

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Ex-governador e pré-candidato ao Senado Federal afirma que suplência será definida por Jerônimo Rodrigues  |   Bnews - Divulgação BNews
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 06/02/2026, às 08h48



O ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), comentou as negociações envolvendo a composição da chapa governista que vai disputar as eleições de 2026 na Bahia. Em entrevista nesta sexta-feira (6), durante o programa Giro Baiana, na Baiana FM 89,3, o petista defendeu que a suplência é uma posição importante e não é tratada como algo a ser definido em segundo plano pelo bloco governista. A definição será feita pelo governador Jerônimo Rodrigues após o carnaval.

A chapa será anunciada pelo governador. Ele está conversando e ontem teve a reunião com o Conselho político e ele anunciará em março. Não se trata de meu suplente ou suplente de Wagner. É suplente da chapa e nós temos que conversar coletivamente com o grupo sobre as suplências. Até porque muita gente trata suplência como algo menor", comentou Rui.

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Rui Costa destacou exemplos no governo Lula que corroboram o papel de que a suplência é importante. "O ministro Wellington Dias, da ação social, ele é senador. Desde o primeiro dia de mandato, quem exerce é seu suplente. Camilo Santana é ministro da Educação e quem exerce o cargo até agora é seu suplente. Fávaro também. Não é algo menor, é muito relevante e tem que ser considerado na hora do eleitor votar, pois a pessoa pode, com muita probabilidade, assumir o mandato", afirmou o ministro.

O ex-governador ainda relembrou o momento em que a chapa começou a se definir e revelou que chegou a comentar com o vice-governador na época, João Leão (PP), sobre a possibilidade dele ser senador.

"Em 2022, o desenho original, há mais de um ano, era a candidatura de Wagner a governador. Até final de janeiro, dia 27, ele esteve em minha residência para informar que não seria candidato, em hipótese nenhuma. Quando estava definindo a chapa, João Leão foi tomar café em minha casa e falei: 'Leão, se você sonha em ser senador um dia, a oportunidade é agora. Eu sei que muita gente canta no seu ouvido pra ficar na vice porque eu iria sair para senador em 2022'. E eu disse a ele em 2018: 'Não ouça isso porque não é verdade. Eu ficarei até o último dia do meu mandato como governador na cadeira'", declarou Rui Costa.

"Em 2022, Otto vai ser candidato a reeleição e ele tem preferência para pedir a vaga de Senado. O sonho era naquela hora, mas ele optou por continuar na vice. A cogitação do senado apareceu apenas quando Lula, naquele momento em que Wagner desistiu, nos pediu: 'Vocês não querem fazer um aceno para Otto Alencar ser candidato ao governo pelo PSD?'. Tanto eu como Wagner dissemos que era um parceiro, um amigo e que confiávamos 100% nele. Fomos a São Paulo juntos, na conversa com Lula, ele declinou de ser candidato. Naqueles dois ou três dias, para ter uma chapa onde tivéssemos alguém do PT disputando a eleição, eu aventei a possibilidade de Otto ser governador pelo PSD e eu ser o senador. Quando Otto desistiu, eu automaticamente também desisti, já que não seria mais o PSD e seria a indicação do PT a governador", acrescentou.

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