Política
Em sabatina realizada pela Rádio Baiana FM (89,3), transmitida simultaneamente nesta sexta-feira (28), o candidato ao Senado, Marcelo Carvalho (Rede), criticou a gestão educacional na Bahia.
Durante a entrevista, Marcelo afirmou que houve avanços na infraestrutura física, elogiando a construção e ampliação de unidades escolares e centros de educação profissional por todo o território baiano.
No entanto, argumentou que muitos desses espaços ainda carecem de funcionamento pleno e integral.
“Dezenas de escolas foram feitas, estruturas belíssimas estão lá, que merecem ser ocupadas plenamente e funcionar de forma integral, o que não tem acontecido”, disse o candidato.
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Marcelo também criticou o Regime Especial de Direito Administrativo (REDA), modelo de contratação adotado pelo governo estadual, que, segundo ele, tem funcionado como um "cabide de empregos" político, precarizando as relações trabalhistas e desrespeitando convenções coletivas.
"Por que não acaba com o REDA. Porque é o maior cabide de empregos do governo do estado. Não se pode ter um discurso cobrando melhores condições e o fim da escala 6x1 do setor privado se a própria administração pública não dá o exemplo em casa", afirmou Marcelo Carvalho
O candidato também foi questionado sobre o desempenho de crianças ao fim do ciclo de alfabetização, classificando a taxa de 9,5% de analfabetismo na Bahia como "gritante".
"Se você pegar o estado da Bahia, que tem 15 milhões de habitantes, se você coloca isso em números, você percebe o quanto que a educação está falhando, e falhando muito. E não precisa aqui também estar só responsabilizando o governo do estado, não. Pelo contrário: quando você vai para a educação básica, você percebe o quanto está distante dos outros estados aqui do Nordeste", declarou.
O candidato defendeu que a transformação educacional passa por qualificação continuada, valorização salarial dos professores e a expansão da educação em tempo integral.
O postulante ao Senado disse ainda que, caso eleito, irá articular e destinar investimentos federais diretamente aos 417 municípios baianos.
"Sob nosso mandato no Senado, nós teremos um mandato voltado exatamente para buscar investimentos para dentro do governo do estado para que ele possa ter os investimentos adequados na área educacional. Um estado com 417 municípios na Bahia, um território gigante, muito diverso, o nosso estado precisa de uma atenção especial do Senado”, afirmou.
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