Política

Saiba quando PGR deve concluir trabalhos em caso envolvendo ministro de Lula

Cleia Viana / Câmara dos Deputados
Juscelino Filho, ministro das Comunicações, é investigado por irregularidades em emendas parlamentares durante seu mandato como deputado.  |   Bnews - Divulgação Cleia Viana / Câmara dos Deputados

Publicado em 05/03/2025, às 09h23 - Atualizado às 09h24   Cadastrado por Daniel Serrano



Depois de ter denunciado o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve voltar a se dedicar a finalizar a análise de uma investigação contra o atual ministro das Comunicações do governo Lula, Juscelino Filho. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com um inquérito da PF, Juscelino teria participado de um esquema de recursos de emendas parlamentares para pavimentação de ruas da cidade de Vitorino Freire (MA), que era comandada por sua irmã, Luanna Rezende, até o ano passado. As irregularidades teriam ocorrido no período em que ele era deputado federal. Juscelino foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Juscelino foi indiciado em junho de 2024 pela Polícia Federal (PF), mas o caso está parado desde então. Pessoas próximas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, dizem que ele queria priorizar a denúncia contra Bolsonaro e outras 33 pessoas pela trama golpista pela complexidade do caso. Agora, Gonet deve colocar o caso de Juscelino entre as prioridades.

Aliados do governo Lula acreditam que uma eventual denúncia poderia forçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a demitir Juscelino para evitar mais um desgaste.

A defesa de Juscelino nega que ele tenha cometido irregularidades e que o papel do então deputado era indicar as emendas parlamentares, sem ingerência sobre a contratação e a execução da obra.

“Essa suposta demonstração da participação do peticionário (Juscelino) no esquema criminoso não corresponde ao conteúdo do relatório policial, que se limitou a identificar emendas destinadas pelo peticionário enquanto parlamentar”, dizem os advogados em nota ao pedir o trancamento de inquérito no STF. 

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)