Política
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 25/10/2026, às 18h35
O Procon-BA totalizou 944 ônibus parados em nove garagens de Salvador durante uma fiscalização realizada neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições. A operação foi iniciada após o órgão receber denúncias de bloqueio na saída dos coletivos pela Prefeitura de Salvador, situação que, segundo o relato, prejudicou eleitores que dependiam do transporte público para chegar aos locais de votação.
Só em uma das garagens da OT Trans, os fiscais encontraram 55 ônibus no pátio que estavam aptos a operar, mas permaneciam parados.
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Segundo o Procon-BA, a situação contraria as regras eleitorais que determinam a disponibilização da frota para garantir o transporte durante o período de votação. A empresa foi fiscalizada, e o órgão informou que adotará as medidas administrativas cabíveis.
O levantamento, atualizado às 16h46, identificou veículos parados em diferentes garagens da capital. Na OT Trans G3, em Campinas de Pirajá, foram encontrados 118 coletivos. Já na Integra Plataforma Barros Reis (G7), havia 55 ônibus, enquanto a garagem da Integra Plataforma Suburbana (G1) registrou 142.
Na unidade da OT Trans localizada na Estrada Velha de Campinas de Pirajá, os fiscais contabilizaram 174 veículos. Outros 101 estavam no pátio da Integra OT Trans G6, nas Granjas Rurais, e 123 na OT Trans G2, em Santa Mônica.
A fiscalização também encontrou 112 ônibus na Integra Plataforma G2 e outros 64 na Integra Plataforma G5. O balanço divulgado pelo órgão considera nove garagens vistoriadas e 944 veículos contabilizados até o fim da tarde.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), atribuiu o atraso na circulação de ônibus neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições de 2026, à retirada de adesivos de propaganda eleitoral dos coletivos.
Em entrevista coletiva, o gestor negou que a prefeitura tenha orientado as empresas a reduzir a frota e afirmou que a operação foi normalizada ainda pela manhã.
Hoje, na hora da saída dos ônibus da garagem, a grande maioria estava com adesivo de um determinado candidato. E, para cumprir a resolução, os empresários, os donos das empresas, determinaram a retirada dos adesivos. A retirada desses adesivos levou a um atraso da operação”, afirmou.
O prefeito disse que, ao perceber que a retirada do material poderia comprometer o serviço, a administração municipal autorizou a saída dos coletivos mesmo com os adesivos. Segundo ele, a medida foi adotada para evitar que a demora prejudicasse o deslocamento dos eleitores.
Quando a prefeitura percebeu que isso iria comprometer todo o processo, de imediato determinou que os ônibus pudessem sair, mesmo com adesivos de propaganda eleitoral, ou seja, descumprindo a própria legislação eleitoral”, declarou.
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