Política

Sâmia Bonfim denuncia agressão em teatro e acusa aliados de Bolsonaro; assista

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Episódio ocorreu no Teatro de Contêiner Mungunzá, na região da Luz, considerado referência cultural na cidade  |   Bnews - Divulgação Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 19/08/2025, às 20h09



A deputada federal, Sâmia Bonfim, denunciou através das redes sociais o cumprimento da ordem de despejo, executada pela Guarda Civil Municipal, no Teatro de Contêiner Mungunzá, na região da Luz, em São Paulo, considerado referência cultural na cidade. A medida foi emitida pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

O prazo para desocupação estabelecido pela gestão municipal chega ao fim na quinta-feira (21). Até o momento, a companhia ainda não sabe para onde vai. O terreiro em que o teatro está instalado pertence à prefeitura, em uma área antes conhecida pelo muro que cercava a chamada “Cracolândia”. 

A notificação de despeso foi enviada em 6 de agosto. No documento, o subprefeito da Sé, Marcelo Vieira Salles, afirmou que o prazo é "improrrogável sob pena da implementação da gradação coercitiva”. 

Em nota ao g1, a prefeitura de São Paulo informou ter oferecido duas alternativas de terreno para os representantes do teatro. A gestão argumenta ainda que o local será usado para moradia popular. 

Para impedir o despejo, o Ministério da Cultura enviou um ofício pedindo a prorrogação do prazo por mais 180 dias. A pasta definiu o teatro como "um dos espaços culturais mais pujantes da cidade de São Paulo e do Brasil". 

Impasse 

O imbróglio entre a gestão municipal e o grupo se arrasta desde agosto de 2024. Em junho, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito para investigar Ricardo Nunes e três secretários municipais por possível improbidade administrativa envolvendo a tentativa de despejo do Teatro de Contêiner Mungunzá. 

No inquérito, o MP investiga uma possível “violação dos princípios constitucionais e abuso de poder de agentes públicos no exercício de suas funções”. 

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