Política

Samuel Júnior diz o que falta para Alba analisar caso Binho Galinha

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Nas comemorações do 2 de Julho, o presidente da Casa, Adolfo Menezes, citou “morosidade” do Conselho de Ética para analisar o caso  |   Bnews - Divulgação Vagner Souza/BNews

Publicado em 09/07/2024, às 11h15 - Atualizado às 11h19   Redação



O deputado estadual Samuel Júnior (Republicanos) tratou de rebater as falas do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), que, em conversa com a imprensa durante as celebrações do 2 de Julho, apontou para uma certa "morosidade” do Conselho de Ética da Casa em analisar o caso do também deputado Binho Galinha (PRD).

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Em entrevista à rádio BandNews, Samuel disse que não cabe ao Conselho de Ética da Alba determinar a investigar um processo contra qualquer parlamentar por algo cometido fora da Assembleia. Segundo deputado, essa atribuição da Polícia Civil, a Polícia Federal e do Ministério Público.

"Primeiro, não compete ao Conselho de Ética fazer nenhum tipo de investigação sobre a conduta ou o que foi apresentado nos altos do processo. Eu, inclusive, tenho o processo em minhas mãos, consultei todos os altos do processo. Lá o Graeco traz toda a documentação, mostrando indícios de formação de quadrilha, de esquema criminoso e uma série de fatos. Mas não compete ao Conselho de Ética da Assembleia Legislativa investigar isso, até porque o poder de investigação compete a Polícia Civil, a Polícia Federal e ao próprio Ministério Público", disse.

"No dia 7 de dezembro de 2023, o Ministério Publico mandou um processo para a Assembleia Legislativa e, no processo, ele diz o seguinte: ele faz ciência a Assembleia Legislativa que está investigando um parlamentar e, no final, ele [MP] diz o seguinte: 'Por fim, encaminho em anexo cópia da denúncia e das respectivas decisões do recebimento para conhecimento e adoção das providencias julgadas pertinentes'. O próprio Ministério Público não pede para que a Assembleia tome uma decisão", acrescentou.

O parlamentar disse ainda que, para prosseguir com suas atividades, o Conselho de Ética precisa ser convocado pelo presidente da Casa, Adolfo Menezes, ou pelo presidente do colegiado, o deputado Vitor Bonfim (PV), notificados pelos investigadores do caso sobre a situação de Binho Galinha.

"Se há alguma negligência, não tô dizendo que há, [é] ou do presidente da Assembleia ou do presidente do Conselho que não reuniu os seus membros do Conselho para tratar do assunto. Então, quando o presidente Adolfo Menezes diz o Conselho tá negligenciando, não. Há duas pessoas que está negligenciando: o presidente da Assembleia Legislativa ou o deputado Vitor Bonfim, que quanto presidente do Conselho que recebe a notificação e não fez ciência aos seus colegas para tratarmos do assunto”, disse.

"Eu me sentir ofendido. Como membro do Conselho, eu me senti ofendido e, por isso, te digo com 100% de minha segurança que tanto eu, o deputado Sandro Regis e o deputado Tiago Correia , que somos da oposição e fazemos parte do conselho de ética, nós não temos informação [sobre o caso]. Nós nunca nos reunimos com um sentimento de dizer o seguinte: 'nós estamos aqui para trazer um prejuízo ao deputado Binho Galinha'. Agora, a gente precisa de fato dá uma resposta da sociedade”, finalizou.

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