Política
por Rebeca Santos
Publicado em 17/11/2025, às 07h41
Antônio Nazareno Mortari Vieira, ex-sargento do Exército Brasileiro condenado pelo assassinato do jornalista Mário Eugênio, trabalhou durante 12 anos como professor na Secretaria de Educação do Distrito Federal.
Hoje, aos 66 anos, ele é enfermeiro aposentado da Secretaria de Saúde do DF, onde atuou por 18 anos e recebe aposentadoria de mais de R$ 17 mil por mês. Por mais de 13 anos, ele acumulou os dois cargos públicos ao mesmo tempo. Atualmente, cumpre pena por latrocínio.
Além da condenação pela morte de Mário Eugênio, Nazareno também foi condenado por outro crime cometido em 1984, em Cocalzinho (GO), no Entorno do DF.
As penas somadas chegaram a 34 anos de prisão. Depois, elas foram unificadas e reduzidas para 24 anos por causa de um indulto concedido pela Justiça.
Ele ficou preso entre 1985 e 1991 e, em 1994, conseguiu passar para o regime aberto. A pena terminou em janeiro de 2009, mas Nazareno continuou se apresentando à Vara de Execuções Penais como se ainda estivesse em regime aberto até julho de 2010.
Nesse mês, saiu uma nova condenação de 23 anos por latrocínio e ocultação de cadáver, pelo mesmo crime de Cocalzinho (GO), cometido também em 1984.
Há 41 anos, na noite de 11 de novembro de 1984, o repórter policial Mário Eugênio Rafael de Oliveira, de 31 anos, foi assassinado por policiais e militares no estacionamento da Rádio Planalto, na Asa Sul.
O apresentador do programa “O gogó das sete” denunciava grupos de extermínio que atuavam no Distrito Federal e no Entorno.
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