Política

Secretário cobra solução para greve dos professores em Salvador: “O prefeito tem que liderar o processo”

Yago Matheus / Ascom Setre
Vasconcelos critica a condução da Prefeitura em relação à greve e compara com o governo estadual que firmou acordos com professores.  |   Bnews - Divulgação Yago Matheus / Ascom Setre
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 15/07/2025, às 12h19



O secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Augusto Vasconcelos, foi o entrevistado da segunda edição do Giro Baiana, da rádio Baiana FM, que foi ao ar na última segunda-feira (14). 

Na oportunidade, o secretário comentou sobre a greve dos professores da rede municipal de ensino de Salvador, iniciada no dia 6 de maio. Entre outras pautas, a categoria pede o pagamento do piso nacional do magistério e melhores condições de trabalho. 

Além da capital baiana, Lauro de Freitas, cidade localizada na Região Metropolitana de Salvador, também enfrenta uma  greve de servidores da Educação. 

Durante a entrevista, Vasconcelos classificou o impasse entre os professores e a Prefeitura de Salvador como "preocupante" e colocou a Setre "à disposição para um diálogo institucional". 

"Estou acompanhando de perto. Falei com o coordenador-geral da APLB, o professor Rui Oliveira, e me coloquei à disposição para ajudar na intermediação para que esse impasse possa ser solucionado. Não é bom para os professores, não é bom para os alunos, não é bom para a sociedade", disse o secretário. 

Vasconcelos ainda cobrou do prefeito Bruno Reis (União Brasil) uma condução para lidar com o impasse. O secretário ainda comparou a maneira que a Prefeitura de Salvador vem lidando com os grevistas com a do Governo da Bahia com as reivindicações dos professores da rede estadual de ensino. 

"É evidente que o prefeito tem que liderar o processo de saída desse impasse. E nós entendemos que há dificuldades nesse diálogo. No governo do estado, por exemplo, nós conseguimos firmar um acordo para garantir o pagamento do piso e manter a carreira", afirmou. 

"É evidente que os professores têm muitas outras questões para avançar. Mas no governo do estado houve uma recepção da pauta e houve um entendimento. Tanto que foi firmado um acordo e um compromisso. Por isso que não houve greve na rede estadual. Já no município, essa situação se esgarçou ao longo dos anos e agora eclodiu nessa que é uma das maiores greves da história da educação municipal", emendou. 

Augusto Vasconcelos ainda lamentou a confusão ocorrida durante uma sessão extraordinária da Câmara de Salvador realizada no dia 22 de maio para votar o reajuste salarial dos servidores da cidade, incluindo os professores. Apesar da confusão, a matéria foi aprovada pelos vereadores.

"Os professores se sentem traídos pela votação que aconteceu na Câmara Municipal e também pela postura do Executivo Municipal. E eu entendo que isso precisa ser resolvido o quanto antes. A gente espera que possamos encontrar uma saída", finalizou. 

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