Política

Secretário de Estado dos EUA reconhece vitória de Edmundo González na eleição presidencial da Venezuela

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Em comunicado, Antony Blinken criticou a declaração da reeleição de Nicolás Maduro  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Melissa Lima

por Melissa Lima

melissa.lima@bnews.com.br

Publicado em 01/08/2024, às 22h34



O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmou que o candidato de oposição na Venezuela, Edmundo González, venceu a eleição presidencial. Esse pronunciamento vai na contramão do anúncio oficial das autoridades eleitorais venezuelanas, que declararam a reeleição de Nicolás Maduro. 

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"A oposição democrática publicou mais de 80% das folhas de contagem recebidas diretamente das seções eleitorais em toda a Venezuela. Essas folhas de contagem indicam que Edmundo González Urrutia recebeu a maioria dos votos nesta eleição por uma margem intransponível", disse Blinken, em comunicado.

"Dadas as evidências esmagadoras, está claro para os Estados Unidos e, mais importante, para o povo venezuelano que Edmundo González Urrutia obteve a maioria dos votos nas eleições presidenciais da Venezuela em 28 de julho", continuou.

Blinken aproveitou para afagar o candidato, parabenizado-o por sua "campanha bem sucedida". Ele afirmou ainda que o momento é de dar início a uma transição pacífica de poder e de consolidar "o processo de restabelecimento das normas democráticas na Venezuela".

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) garante que Maduro venceu com 51,2% dos votos, mas a oposição afirma que González recebeu cerca de 67% dos votos. O Tribunal Superior de Justiça convocou os candidatos para "o processo de investigação e verificação para certificar de maneira irrestrita os resultados do processo eleitoral", nesta sexta-feira, a pedido da campanha de Maduro.

"A rápida declaração do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) de Nicolás Maduro como vencedor da eleição presidencial veio sem nenhuma evidência de apoio", apontando que não foram publicados "dados desagregados ou nenhuma das folhas de contagem de votos, apesar dos repetidos apelos dos venezuelanos e da comunidade internacional para fazê-lo", disse o secretário de estado.

"Como a missão de observação independente do Carter Center relatou, a falha do CNE em fornecer os resultados oficiais em nível de distrito, bem como irregularidades ao longo do processo, tiraram qualquer credibilidade do resultado anunciado pelo CNE", prosseguiu.

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