Política

"Senado não pode ser cartório da Câmara Federal", dispara Otto sobre PL da Dosimetria

Marcos Oliveira/Agência Senado
Durante a sessão, Otto Alencar criticou a tentativa de votação imediata do PL da Dosimetria sem análise prévia  |   Bnews - Divulgação Marcos Oliveira/Agência Senado
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 10/12/2025, às 12h33



O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD), voltou a criticar durante a sessão desta quarta-feira (10) o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que quer levar diretamente ao Plenário o PL da Dosimetria após a sua aprovação na Câmara dos Deputados.

Otto, assim como outros senadores, como Renan Calheiros (MDB-AL), querem que o texto passe pela CCJ primeiro antes de ir para Plenário. O senador baiano escolheu Esperidião Amin (PP-SC) como relator da matéria. 

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E, a depender do que acontecer na Comissão de Constituição e Justiça, ela poderá ir para o Plenário ou não. Essa é uma coisa que eu combinei com o senador Davi Alcolumbre, porque o Senado não pode, como já foi algumas vezes, ser cartório da Câmara Federal, de aprovar lá e aqui ter uma decisão cartorial referendando o que se passou lá. Isso é absolutamente inaceitável", afirmou.

Na sessão da última terça-feira (9), Otto chamou de "inadequada" a votação de imediato pelos senadores sem análise prévia da CCJ e classificou a decisão de um "desrespeito aos senadores".

"Não é possível que não passe pela CCJ. Chega aqui e vota imediatamente? Vou discordar completamente", disse. "Não dá para chegar e votar de afogadilho. Isso é impossível. É um desrespeito aos senadores. Vou seguir o regimento da Casa", garantiu. 

Alcolumbre respondeu que o questionamento era legítimo. O congressista sugeriu que, para acelerar a tramitação, senadores da oposição poderiam definir um calendário de votação na CCJ, para que a proposta possa chegar ao Plenário na próxima semana.

O presidente do Congresso também afirmou que há um movimento da oposição para coletar assinaturas e apresentar um requerimento de urgência para votação direta em Plenário.

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