Política
Publicado em 05/07/2025, às 07h50 - Atualizado às 07h50 Cadastrado por Daniel Serrano
O Senado aprovou en junho deste ano uma proposta para renovar o contrato de aluguel de 80 carros para os parlamentares. O que chama a atenção é o valor do novo acordo: R$ 796,5 mil por mês, mais que o dobro dos R$ 385,2 mil mensais desembolsados atualmente.
O valor inclui combustível, manutenção, lavagem dos veículos carros, seguros e outras taxas. No entanto, o novo contrato não prevê o uso desse montante com a contratação de motoristas, que é feita com a verba de gabinete de cada senador, que varia de acordo com o estado de cada parlamentar. O valor mais baixo é dos parlamentares do Distrito Federal, R$ 21 mil. Já a maior quantia é desembolsada por senadores do Amazonas, R$ 44 mil. O valor é pago além do salário, atualmente em R$ 46,3 mil.
Ao todo, serão alugados 80 carros comuns e dois sedãs, que serão usados pela presidência do Senado, atualmente ocupada por Davi Alcolumbre (União Brasil). O contrato de aluguel desses carros foi firmado em janeiro do ano passado e vai até julho de 2026. O custo foi de R$ 719,6 mil por 30 meses de serviço, ou R$ 23.987 por mês. Já o gasto mensal com aluguel dos outros veículos será a R$ 820,5 mil por mês a partir de outubro.
O aumento com o gasto de carros alugados acontece em meio a cobranças do Congresso para que o governo do presidente Lula (PT) corte despesas. No mês passsado, a Câmara e o Senado derrubaram em conjunto os decretos do Executivo que mudou as alíquotas do IOF, alegando que a prioridade é o equilíbrio das contas públicas.
O atrito entre o Executivo e o Legislativo foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu ontem todos os decretos com mudanças no IOF e convocou uma audiência de conciliação entre os dois Poderes.
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