Política

Senador pede suspensão do recesso parlamentar; entenda

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O senador Magno Malta (PL/ES) pediu suspensão de recesso parlamentar para apuração de denúncias contra Alexandre de Moraes  |   Bnews - Divulgação Henrique Brnco / BNews / Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 26/12/2025, às 17h58



O senador Magno Malta (PL/ES) pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP) a suspensão do recesso parlamentar. O senador argumento que há necessidade de investigar suspeitas de advocacia administrativa que recaem sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Segundo matéria de O Globo, o magistrado agiu junto ao Banco Central em favor do Banco Master.

"Acabei de protocolar pedido para suspensão do recesso parlamentar. O Congresso não pode fechar os olhos enquanto pairam suspeitas graves envolvendo ministro do STF, Banco Master e Banco Central. Silêncio, diante de fatos graves, deixa de ser cautela e passa a ser negligência", disse o senador, no X.

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Malta disse que importa suspender o recesso parlamentar "a fim de que o Congresso Nacional possa promover escrutínio público imediato acerca de fatos de extrema gravidade recentemente noticiados e formalmente levados ao conhecimento do Ministério Público Federal".

No documento em que pede a suspensão do recesso, Malta continua: "Trata-se de representação criminal protocolada junto à Procuradoria-Geral da República, subscrita por mim e pelos Senadores da República Eduardo Girão e Damares Alves, na qual se noticiam fatos que, em tese, podem configurar a prática de advocacia administrativa por parte do Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, em razão de sua atuação junto ao Banco Central do Brasil para tratar de interesses do Banco Master, instituição financeira controlada pelo empresário Daniel Vorcaro".

Magno Malta sustenta que "a gravidade dos fatos decorre, especialmente, da existência de indícios de conflito de interesses, uma vez que, à época, a esposa do referido Ministro mantinha contrato de elevado valor com o Banco Master, abrangendo a atuação perante órgãos públicos estratégicos, inclusive aqueles sujeitos à supervisão do próprio Banco Central".

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