Política

Sérgio Moro lança pré-candidatura a governador do Paraná ao lado de Flávio Bolsonaro

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Ex-juiz criticou gestão de Lula e celebrou relação com Flávio  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram @sf_moro
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 30/05/2026, às 12h15



O senador e ex-juiz Sérgio Moro (PL) lançou, na sexta-feira (29), a sua pré-candidatura ao governo do Paraná. O evento contou com a presença de Flávio Bolsonaro (PL), que concorrerá à presidência da República e foi marcado por críticas à atual gestão do presidente Lula (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao discursar, Moro rasgou elogios ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar a viagem que ele fez para os EUA, quando o governo liderado por Donald Trump classificou facções do Brasil como grupos terroristas.  

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“Flávio, você teve um ato de coragem ao agir paralelamente, contrariamente à posição do Lula, e conseguir convencer o governo norte-americano a colocar o nome dessas organizações terroristas como alvo do governo. O que aconteceu nesses últimos dias foi extraordinário. Ele mostrou o que pode fazer sem embaixada, sem um séquito. Ele conseguiu convencer o governo norte-americano a dar esse passo importante”, declarou o Senador.

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A candidatura do senador ao governo paranaense é vista como um fortalecimento da relação entre Moro e a família Bolsonaro, que começou ainda durante a operação Lava Jato. O pré-candidato a governador foi responsável por determinar a prisão de Lula durante a investigação, já no governo Bolsonaro, ele foi chamado pelo ex-presidente para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A reciprocidade da relação entre Moro e o clã Bolsonaro foi estampada na camiseta de Flávio, onde estava escrito “Curitiba prendeu. Brasília soltou”. 

O presidenciável, ao discursar, agradeceu as declarações do ex-juiz e fez coro às críticas de Lula em relação às facções do Brasil. “Enquanto Lula foi lá fazer lobby para o CV e o PCC, foi lamber a bota do Trump para fazer lobby para o CV e o PCC, para defender marginais, nós fomos lá para pedir que eles fossem tratados como terroristas, que é o que eles são”.

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