Política
por Rebeca Santos
Publicado em 17/12/2025, às 10h41
O ex-juiz e hoje senador Sergio Moro (União-PR), que está sendo investigado pela Polícia Federal (PF), reagiu de forma agressiva à jornalista Daniela Lima, do portal UOL.
Ela publicou nesta quarta-feira (17) uma reportagem dizendo que a PF encontrou um documento mostrando que Moro, quando era juiz, ordenou escutas em autoridades que têm foro privilegiado.
Em um post na rede X, Moro escreveu: "jornalista publica 'furo' no UOL de que eu teria, em 2005, grampeado ilegalmente o ex-Presidente do TCE/PR".
No texto longo que postou na rede X, Moro disse que a reportagem de Daniela Lima no UOL "primeiro, não é furo, a mesma jornalista havia dado idêntica matéria em 2023. Segundo, o fato ocorreu em 2005, há 20 anos, quando um criminoso colaborador, ladrão de consórcios, se dispôs a gravar seus interlocutores suspeitos de variados crimes em investigações derivadas do caso Banestado".
"Essa colaboração findou em 2005, sem qualquer relação com a Lava Jato. Estranhamente, esses factóides são ressuscitados no momento em que é revelado que Lulinha está sendo investigado pela PF por suspeita de envolvimento no escândalo do roubo do INSS", escreveu ele, em um tom irritado.
Então vamos lá, jornalista publica “furo” no UOL de que eu teria, em 2005, grampeado ilegalmente o ex-Presidente do TCE/PR. Primeiro, não é furo, a mesma jornalista havia dado idêntica matéria em 2023. Segundo, o fato ocorreu em 2005, há 20 anos, quando um criminoso colaborador,… pic.twitter.com/ep8p8APjFg
— Sergio Moro (@SF_Moro) December 17, 2025
Documentos e áudios obtidos por Daniela Lima mostram que a PF encontrou, durante uma busca na 13ª Vara Federal de Curitiba, um despacho judicial em que Moro determina escutas contra autoridades com foro privilegiado.
O material foi apreendido com autorização do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, em uma investigação que está em segredo de justiça.
Entre os itens recolhidos estão ordens escritas, relatórios de inteligência e gravações. De acordo com a PF, isso indica que delatores foram usados para vigiar autoridades que só poderiam ser investigadas com permissão de tribunais superiores.
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