Política

Servidores de cidade baiana vão receber vale-alimentação em dinheiro após escândalo

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Supermercados de Ilhéus chegaram a colocar avisos no começo do mês sobre a não aceitação do vale-alimentação do BK Bank  |   Bnews - Divulgação belvitur/PedroTruffi
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 23/09/2025, às 19h12



O prefeito de Ilhéus (BA), Valderico Junior (União Brasil), aprovou a Lei 4353/2025, que permite à Prefeitura pagar o vale-alimentação dos servidores municipais em dinheiro, de forma temporária, enquanto o cartão magnético usado para esse benefício não pode ser utilizado. 

A lei, que foi publicada na última quarta-feira (17) no Diário Oficial do Município, garante que o pagamento em dinheiro não altera a natureza indenizatória do auxílio-alimentação. Por isso, o valor não será considerado para impostos ou contribuições previdenciárias. Isso significa que o valor não será computado para efeitos de tributação e contribuição previdenciária, por exemplo.

A decisão foi tomada porque o BK Bank, responsável pelo pagamento do vale-alimentação, teve seus recursos bloqueados pela Justiça Federal durante a Operação Carbono Oculto, conduzida pela Polícia Federal, Polícia Civil de São Paulo e Receita Federal.

O banco é investigado por suposta ligação com lavagem de dinheiro do grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC).

Supermercados de Ilhéus chegaram a colocar avisos no começo do mês sobre a não aceitação do auxílio alimentação do BK Bank. 

Em nota enviada ao BNews, a Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Gestão, informa que a medida foi necessária diante da suspensão, por parte de diversos estabelecimentos, do recebimento do cartão alimentação BK.

"Com a nova lei, a Prefeitura pôde assegurar o pagamento do benefício por outras modalidades, como o depósito em conta - o que já ocorreu no dia 19 de setembro. Dessa forma, foi possível garantir a continuidade do auxílio, evitando prejuízos aos servidores", afirmou.

Na nota, a prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Gestão, afirmou ainda que o contrato entre a administração municipal e a empresa responsável segue em análise jurídica.

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