Política

Sete de Setembro: Bruno Reis defende "virada de página" com julgamento da ação do golpe no STF

Devid Santana/BNews
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, concedeu coletiva de imprensa na manhã deste domingo (7), durante celebração do 7 de Setembro  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/BNews


O prefeito de Salvador, Bruno Reis, defendeu uma "virada de página" após o julgamento da ação do golpe pelo Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). "[Faço] a defesa de que essa página precisa ser virada. Então espero que o Poder Judiciário, de forma independente, deixando de lado as questões políticas, dando direito para que os réus possam fazer o seu contraditório, a ampla defesa, livre de qualquer questão que não seja o que está estabelecido no autos", declarou Bruno Reis.

O gestor, que participa das celebrações pela Independência do Brasil neste domingo (7), destacou que, "inclusive [o julgamento deve ser feito] com base em jurisprudências anteriores e decisões das Cortes já proferidas em casos como esse, em outros momentos do Brasil, possa decidir e que essa página possa ser virada, que o País volte a focar nas entregas, nos resultados e programas sociais, projetos e iniciativas que efetivamente vão melhorar e mudar a vida das pessoas".

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Defesa

O prefeito Bruno Reis também fez a defesa do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que foi alvo de críticas do presidente Lula após o anúncio da Federação entre União Brasil e PP da base do governo. O gestor destacou que o ex-prefeito da capital foi um dos principais responsável pelo desembarque da federação da base do governo. "Nós sempre dissemos que os quadros, sejam do União Brasil ou do próprio PP, que ocupavam eventualmente algum cargo no governo, o faziam por conta dos respectivos mandatos parlamentares", declarou Bruno Reis.

O prefeito de Salvador criticou o desempenho de Lula em seu terceiro mandato. "Um governo que infelizmente não performou. É evidente que o terceiro governo não teve o desempenho dos anteriores. Isso é um fato, é uma constatação. Não teve o volume de entregas, foram os mesmos programas requentados, mas sem ações significativas. A alta dos preços dos alimentos, a perda do poder de compra do cidadão, com juros exorbitantes que impedem o país de produzir e de crescer, somado a uma política internacional equivocada, somado efetivamente a uma forma de governar que ficou no passado", comentou Bruno Reis.

"Infelizmente o atual governo não conseguiu se conectar com a realidade atual, não conseguiu pacificar o país, pelo contrário, estimulou o extremismo, a disputa, um estado de guerra permanente. E por essas e outras razões a ampla maioria decidiu sair do governo, estabelecer a resolução para que eventualmente aqueles parlamentares que tinham indicações no governo, fizessem a entrega dos cargos e aqueles que por ventura não fizessem, que pudessem seguir outro caminho", complementou.

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