Política

O que se sabe sobre o estado de saúde de “Sicário” ligado a Daniel Vorcaro

Reprodução
Luiz Mourão, conhecido como 'Sicário', é investigado por fraudes financeiras e intimidação dentro de um esquema criminoso ligado ao Banco Master  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 06/03/2026, às 05h52 - Atualizado às 05h54



O estado de saúde de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, preso na Operação Compliance Zero, continua gravíssimo. A atualização foi divulgada nesta quinta-feira (5) pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais. Mourão está internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

Segundo informações repassadas à defesa, o quadro clínico é considerado extremamente delicado, porém estável dentro da gravidade. Até o momento, não foi iniciado o protocolo médico para confirmação de morte encefálica.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Luiz Phillipi foi preso na quarta-feira (4) durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras ligado ao Banco Master. Nas investigações, ele aparece com o apelido de “Sicário”, como era chamado por comparsas, e é apontado como integrante do grupo que, segundo a PF, teria ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, também preso na operação.

Contradições nas primeiras informações
As atualizações sobre o estado de saúde do investigado geraram desencontro de informações nas horas seguintes ao ocorrido.

Na noite de quarta-feira (4), a Polícia Federal chegou a informar que médicos do Hospital João XXIII teriam constatado morte cerebral. Pouco depois, no entanto, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgou nota afirmando que Mourão permanecia vivo, embora em estado crítico.

A versão mais recente foi apresentada pelo advogado da família, Robson Lucas. Segundo ele, a direção do hospital confirmou que o paciente segue internado no CTI, com quadro gravíssimo, mas ainda sem indicação médica para abertura de protocolo de morte encefálica.

Tentativa de suicídio ocorreu dentro da Polícia Federal
De acordo com a Polícia Federal, Mourão foi socorrido na tarde de quarta-feira enquanto estava custodiado na Superintendência da PF em Belo Horizonte.

Ele aguardava a realização da audiência de custódia quando teria tentado tirar a própria vida dentro das dependências da instituição. Após o episódio, o investigado foi levado às pressas para o Hospital João XXIII, referência em atendimento de urgência na capital mineira.

PF abre investigação interna
Diante da repercussão do caso, a Polícia Federal instaurou nesta quinta-feira (5) um inquérito para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio durante a custódia.

Segundo o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, todo o atendimento e as movimentações envolvendo o preso foram registrados por câmeras de segurança.

De acordo com ele, as imagens não apresentam pontos cegos e devem ajudar a esclarecer a dinâmica do ocorrido.

A PF também informou que o episódio foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações relacionadas ao Banco Master. Os registros em vídeo devem ser encaminhados à Corte.

Defesa diz que preso estava bem horas antes
Em nota divulgada na quarta-feira, os advogados de Mourão afirmaram que estiveram com o cliente poucas horas antes do incidente.

Segundo a defesa, o investigado foi visitado até por volta das 14h e apresentava plena integridade física e mental naquele momento. Ainda de acordo com os advogados, a tentativa de suicídio só foi conhecida após a divulgação do comunicado oficial da Polícia Federal.

Operação mira suposto esquema bilionário
Luiz Phillipi Mourão foi preso durante a Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master.

Na mesma ação também foi detido o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado pelos investigadores como líder da organização criminosa.

As apurações da Polícia Federal indicam que Mourão exercia função estratégica dentro do grupo. Ele seria responsável por monitorar alvos, obter ilegalmente dados sigilosos em sistemas restritos e executar ações de intimidação contra pessoas consideradas obstáculos para o esquema.

Apelido e suspeita de pagamentos milionários
Nos autos da investigação, Mourão aparece com o apelido de “Sicário”, termo utilizado em alguns países para se referir a assassinos de aluguel.

Relatórios da PF apontam ainda uma relação direta entre ele e Vorcaro, indicando que o investigado atuaria como uma espécie de executor das ordens atribuídas ao núcleo central do esquema.

Os investigadores também citam indícios de que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês como pagamento pelos serviços considerados ilícitos dentro da organização.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)