Política
Publicado em 17/08/2024, às 18h57 - Atualizado às 19h03 Cadastrado por Lucas Pacheco
O apresentador e empresário Silvio Santos teve vontade de ser presidente do Brasil e tentou disputar o pleito presidencial de 1989, primeira eleição realizada pelo voto direto após a ditatura militar e depois da promulgação da Constituição Federal de 1988, mas foi impedido pela Justiça Eleitoral, após contestações de adversários.
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O Partido Municipalista Brasileiro (PMB), legenda a qual o apresentador era filiado, somente oficializou sua candidatura duas semanas antes do primeiro turno, que ocorreu em 15 de novembro daquele ano. No dia 09 de novembro o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) frustrou o sonho de Silvio Santos.
Mais de 20 nomes foram lançados na disputa pelo Palácio do Planalto, entre eles Ulysses Guimarães (PMDB), Aureliano Chaves (PFL), Lula (PT), Collor (PRN), Leonel Brizola (PDT), Mário Covas (PSDB), Paulo Maluf (PDS), Roberto Freire (PCB), Guilherme Afif Domingos (PL) e Ronaldo Caiado (PSD).
Contestações
Na eleição polarizada entre Fernando Collor (PRN) e Lula (PT), o PMB realizou a oficialização tardia da candidatura de Silvio Santos, em 31 de outubro de 1989, depois de uma brecha na lei eleitoral permitida, à época, pelo veto do então presidente José Sarney. Marcondes Gadelha, senador pela Paraíba, foi escolhido como vice.
Antes do PMB, o apresentou chegou a tentar viabilizar sua candiatura pelo então PFL, mas as tratativas não avançaram.
Após o registro tardio, 18 contestações foram apresentadas à Justiça Eleitoral, sendo uma delas do PRN, partido de Fernando Collor, após articulação de Eduardo Cunha, o mesmo que aceitou, como o presidente da Câmara dos Deputados, o pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef, em 2016, iniciando o processo entre os parlamentares. A justificativa da legenda era de que o partido de Silvio Santos não havia realizado convenções regionais em alguns estados e cidades e por isso estava com o registro irregular.
Outros partidos alegaram ainda que o dono do SBT não havia se desvinculado em tempo hábil do comando do SBT, regra prevista na legislação eleitoral.
Após analisar as impugnações, a Procuradoria-Geral Eleitoral apresentou parecer alegando a inviabilidade da chapa de Silvio Santos e Marcondes Gadelha, devido à existência de critérios de inelegibilidade, e o TSE, em 9 de novembro de 1989, por uanimidade, 7 votos a 0, declarou e extinção do registro provisório do PMB, barrando qualquer candidato pelo partido de disputar eleições.
O apresentador não comentou sobre o epísódio e não mais tentou disputar cargos públicos.
Expectativa eleitoral
A entrada de Silvio Santos no cenário eleitoral de 1989 bagunçou o processo eleitoral. Ele chegou a 30% das intenções de voto em pesquisas realizadas, segundos dados do TSE.
Como se sabe, Fernando Collor (PRN) foi o vencedor do escrutínio, após derrotar Lula (PT) no segundo turno.
Campanha
Nos 10 dias entre a oficialização da candidatura e o indeferimento pelo Tribunal Superior Eleitoral, o apresentador chegou a fazer campanha e propagandas eleitorais, apresentando seu programa de governo que tinha destaques para as áreas de alimentação, saúde, habitação e educação.
Silvio Santos também prometeu atacar a inflação alta e a falta de correção no salário mínimo.
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