Política

Simone Tebet justifica baixo crescimento do PIB no país: 'O Brasil não tem cultura de planejar'

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Ministra sugere que a inclusão de 60% de mulheres no mercado de trabalho é crucial para dobrar o PIB per capita até 2050  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Canal Gov
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 25/03/2025, às 09h31 - Atualizado às 09h34



A ministra do Planejamento e Orçamento do governo Lula, Simone Tebet, declarou no programa 'Bom dia, Ministra', do CanalGov, ao responder uma pergunta do jornalista Humberto Sampaio do portal BNews, que o Brasil patina há quarenta anos para crescer o seu Produto Interno Bruto (PIB), pois não tem cultura de planejamento. Ela também explicou porque há sempre uma redução no montante do Orçamento do governo em relação ao ano anterior em áreas como infra-estrutura, logística e educação.  

"O Brasil não tem cultura de planejar, por isso que nós ficamos patinando há quarenta anos, nós não crescemos. O crescimento do Brasil médio é de 1,2% do PIB, porque durante os últimos 40 anos, podem fazer as contas, vocês vão chegar a isso, o que está de errado? Entre outras coisas é um processo muito estrutural", afirmou. 

A ministra disse também que o governo Lula deu carta branca a ela, para que pela primeira vez, nos próximos 25 anos, ou seja, em 2050, o Brasil alcance a meta de dobrar o PIB per capita, para que o país se iguale aos países desenvolvidos.  

" Só temos condições de dobrar o PIB per capita, se nós colocarmos pelo menos, por baixo, algo em torno de  60 % de mulheres no mercado de trabalho. Isso é fato. Ou seja, nós vamos ter todos os homens empregados, nós temos que chegar nesse nível e empregar, no mínimo, 60% de mulheres, por exemplo", disse.

Para Tebet, a tarefa de cortar gastos, além de responsabilidade do Executivo, é também do Congresso Nacional. Segundo ela, o Brasil renuncia R$ 560 bilhões por ano em impostos do setor produtivo e precisa renunciar para que se torne competitivo com o mundo, mas quando tentar discutir e baixar para R$ 500 bilhões, ou seja, ter R$ 60 bilhões nos cofres públicos "é um parto".

"A gente ter que cortar gastos tributários, é verdade, mas toda vez que a gente leva essa pauta para o Congresso Nacional, nós temos lobby no Congresso Nacional, que não só gastos nossos como os gastos tributários, e essa pauta é rechaçada. Vale lembrar que o ajuste fiscal que nós levamos para o Congresso Nacional, ele diminuiu, ele não aumentou, ele não ficou mais apertado, ele ficou mais frouxo e isso dá problema para a gente controlar as contas públicas, isso dificulta sobrar dinheiro para investimentos, então vamos devagar com o andor, vamos dividir essa responsabilidade", concluiu.

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