Política

Sindifisco se manifesta após Bolsonaro ser indiciado por venda ilegal de joias sauditas; saiba mais

Agência Brasil
Órgão destaca o trabalho feito pelos servidores e comenta sobre a precariedade do setor  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil

Publicado em 08/07/2024, às 15h53   Redação



O Sindifisco Nacional se pronunciou após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ser indiciado pela venda ilegal das joias sauditas no exterior. Em nota enviada ao BNews, o órgão exaltou o trabalho feito pelos servidores e ressaltou que o trabalho feito “no controle aduaneiro é fundamental para a proteção da nossa economia e do patrimônio público brasileiro”.

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“O controle aduaneiro é fundamental para a proteção da nossa economia e do patrimônio público brasileiro. Pelas nossas divisas passam, diariamente, milhões de reais em mercadorias que podem trazer para o Brasil os benefícios do comércio internacional, mas também podem trazer o crime, a concorrência desleal internacional e produtos nocivos à saúde da nossa população”, disse o Sindifisco em comunicado. 

No pronunciamento, o Sindifisco revela o déficit de “Auditores-Fiscais” nas alfândegas e tece comparações com as de outros países. É relatado ainda a necessidade de convocar profissionais aprovados em concursos que aguardam no cadastro de reserva. 

“O Brasil sofre com a falta de Auditores-Fiscais nas aduanas. Quando fazemos comparações internacionais, essa carência se evidencia. Segundo dados da Organização Mundial das Aduanas (OMA), de 2023, o Brasil conta com um servidor aduaneiro a cada 2,2 mil km², enquanto a Alemanha tem um a cada 8 km², a França a cada 40 km² e a Argentina a cada 500 km². Qualquer correspondência internacional, em qualquer parâmetro a ser analisado, mostra o déficit nas aduanas brasileiras e ajuda a explicar a imensa presença de mercadorias ilegais na nossa economia (inclusive armas e outros itens perigosos)”, acrescenta. 
“Temos a oportunidade de mitigar esse problema, pois há 219 Auditores-Fiscais aprovados em concurso público que ainda não foram chamados. É preciso que o Presidente da República emita um decreto ampliando o número de vagas do último certame realizado. Já há orçamento disponível para isso e já há as pessoas selecionadas. Nesse momento, a ministra Esther Dweck é quem pode encaminhar o pedido para o presidente Luís Inácio Lula da Silva”, finaliza. 

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