Política

Soraya Thronicke detona parlamentares e aponta "movimento político" contra indicação de Jorge Messias ao STF

Geraldo Magela/Agência Senado
"Eu fico muito chateada e não gostaria que fosse dessa forma", disse a senadora Soraya Thronicke  |   Bnews - Divulgação Geraldo Magela/Agência Senado
Claudia Cardozo e Carolina Papa

por Claudia Cardozo e Carolina Papa

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 29/04/2026, às 17h15 - Atualizado às 17h16



A senadora Soraya Thronicke afirmou que há movimento político dentro do Senado contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Em entrevista ao BNews nesta quarta-feira (29), data em que ocorre a sabatina do AGU, Soraya defendeu a “competência privativa do chefe do Executivo” em escolher os nomes para o Supremo. A senadora reprovou ainda a atitude de parlamentares durante o processo, contrastando com o que ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). 

“A sabatina de Jorge Messias foi longa, não é fácil e não está sendo [principalmente] em ano de eleições, em um  momento de muito problema ainda entre os poderes, então não é fácil, mas eu acredito que vai dar certo. Ele é uma pessoa de conduta ilibada, notável saber jurídico, a questão, infelizmente, é política. A gente vê um movimento da oposição que atua fortemente, não contra a pessoa do indicado, mas é um movimento político. Ele vai ser magistrado e não deve se envolver com política”, destacou a ex-candidata à Presidência. 

“No outro governo, não houve a rejeição de nenhum nome, nem um trabalho desse tipo e aqui sempre a gente tem que ajudar, todo mundo eles chamam de abortista. São coisas que nos deixam muito chateadas. Eu fico muito chateada e não gostaria que fosse dessa forma, acho que se é competência privativa do chefe do Executivo [a indicação], respeitemos para sermos respeitados. Eu defendo muito todos os nomes, eu votei a favor de todos, de todos os indicados do governo Bolsonaro, do governo Lula, todos, absolutamente todos. Então eu acho que só assim a gente vai conseguir respeito do outro poder, nenhum é maior do que o outro”, acrescentou.

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