Política
Publicado em 03/06/2025, às 10h56 Rebeca Santos
O Supremo Tribunal Federal (STF) terá que analisar um novo pedido relacionado a Adélio Bispo, que esfaqueou Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha eleitoral de 2018.
O ministro Luis Felipe Salomão, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), encaminhou ao STF um pedido da defesa para que Adélio seja transferido do presídio de Campo Grande (MS) para um hospital psiquiátrico.
Em sua decisão, Salomão argumenta que, como a questão envolve o "direito subjetivo do inimputável de não ser mantido em estabelecimento impróprio", o caso "tem assento constitucional" e, por isso, deve ser julgado pelo Supremo.
“A matéria tem assento constitucional, pois diz respeito à harmonização entre o direito subjetivo do inimputável de não ser mantido em estabelecimento impróprio à sua condição e, de outro, à preservação de sua integridade física e à proteção da segurança jurídica, nos termos do art. 5º, XLVI, da Constituição Federal. Ademais, a controvérsia envolve princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana e o direito da coletividade à segurança pública”, diz o ministro na decisão, ao qual a coluna teve acesso.
Segundo informações do Metrópoles, a defesa de Bispo, em seu pedido ao STJ, argumentou que o presídio onde ele está detido “não possuiria condições infraestruturais e materiais de aporte às suas necessidades” e que isso violaria a Constituição Federal.
“(A defesa) defende que ‘a inexistência de local adequado para o cumprimento da medida de segurança, por falta de vaga ou qualquer outro motivo, jamais poderia equivaler à imposição de sanção mais gravosa do que aquela efetivamente determinada pelo juízo nos autos da ação penal correlata'”, diz Salomão na decisão.
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