Política

Superquarta: Dia do anúncio de juros no Brasil e EUA aperta negociações de tarifaço

Divulgação
As decisões da super quarta impactam a economia do Brasil e dos EUA  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 30/07/2025, às 06h39



Autoridades monetárias dos Estados Unidos e do Brasil divulgam nesta quarta-feira (30) decisões sobre juros, à sombra do tarifaço anunciado por Donald Trump para esta sexta-feira (1).

No mercado financeiro, Superquarta é um termo bastante usado para definir o dia em que tanto a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil quanto a do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) nos EUA sobre as taxas básicas de juros de seus respectivos países são divulgadas.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

De tempos em tempos, autoridades do Banco Central do Brasil, ou Bacen, e do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) promovem uma reunião de dois dias com o objetivo de avaliar, discutir e traçar perspectivas para a trajetória dos juros.

No segundo dia, após a reunião, as autarquias divulgam para conhecimento geral uma nota explicando a decisão de política monetária.

Reprodução: remessaonline
Reprodução: remessaonline

No mercado, não se esperam grandes surpresas. Analistas projetam que o Federal Reserve (Fed) manterá a taxa na faixa de 4,25% a 4,5%, enquanto o Banco Central do Brasil (BC) deve manter a Selic em 15%.

 O foco está nos comunicados do Federal Open Market Committee (Fomc) e do Comitê de Política Monetária (Copom), que podem trazer pistas sobre os próximos passos.

Nos EUA, o mercado aguarda sinais de quando começará o corte de juros, com apostas apontando para setembro, segundo dados da CME, que indicam uma redução de 0,25 ponto percentual.

O que se espera é que o ciclo de cortes pause em outubro, mas seja retomado em dezembro, com a taxa encerrando 2025 entre 3,75% e 4%.

Ainda assim, há incertezas sobre o impacto das novas tarifas na inflação americana. Membros do Fomc mantêm cautela, temendo repetir os erros do passado, quando subestimaram a inflação pós-pandemia.

Em entrevista para CNN, José Carlos Braga Monteiro, CEO do Grupo Studio, destacou que o discurso do Fomc deve vir mais cauteloso, em relação a preocupação com pressões inflacionárias.

"Embora os indicadores recentes mostrem desaceleração da inflação, o ambiente geopolítico instável e o risco de desancoragem das expectativas exigem uma postura vigilante do Fed. A manutenção do patamar atual sinaliza que o ciclo de cortes pode ser mais lento e condicionado à evolução do cenário fiscal e comercial", diz.

No Brasil, o Copom deve sinalizar o fim do ciclo de alta da Selic, mas com um alerta: novos aumentos podem ser necessários se o cenário fiscal ou os efeitos das tarifas internacionais exigirem. 

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)