Política
Além da suspeita de ter comprado uma casa em Brasília e um flat em Maceió (AL) para uma amante com dinheiro desviado da saúde, o secretário de Saúde de Alagoas, Gustavo Pontes de Miranda, teria usado verba do SUS para adquirir um terreno com uma pousada vizinho ao mar em Porto de Pedras, litoral norte de Alagoas.
Segundo investigação da Polícia Federal (PF), Gustavo teria usado o nome do seu filho para comprar o imóvel por R$ 5,7 milhões e ocultar o patrimônio. As informações são do Uol.
Gustavo foi alvo da operação Estágio 4, deflagrada na última terça-feira (16), que cumpriu mandados de busca e apreensão para aprofundar a investigação. A pedido da PF, o TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região) determinou o sequestro do imóvel.
O secretário, afastado do cargo por ordem judicial, nega qualquer irregularidade à frente da pasta e alega "abuso" da PF. Seu filho, Gustavo Pontes Filho, também é alvo da PF.
POUSADA EM PRAIA PARADISÍACA
O contrato de compra e venda do imóvel foi firmado em 1° de abril de 2023, quando Gustavo Filho tinha apenas 22 anos e era estudante de medicina em uma faculdade particular. O documento estabeleceu que R$ 1 milhão seria pago em três parcelas até junho e outra parte seria paga em 12 vezes mensais de R$ 154 mil, a partir de 1° de julho de 2023.
O imóvel em questão é uma área com 3.800 m² e que estava, à época, com obras avançadas para construção de um rancho — que viria a se tornar a pousada Rancho Luar, inaugurada dois meses após a aquisição da área.
Apesar da avaliação milionária do imóvel, ele foi declarado à Receita por apenas R$ 400 mil, segundo a PF, o que indica um possível crime tributário.
OUTRO LADO
Em nota, o secretário afastado Gustavo Pontes de Miranda afirmou que tem mais de 30 anos dedicados à medicina e à atividade empresarial, "jamais sendo citado em qualquer investigação de natureza criminal".
"Isso porque, simplesmente, nunca pratiquei absolutamente nenhum ilícito penal. Ao contrário, dedico minha vida a salvar outras, tanto na iniciativa privada como no âmbito da administração pública", afirmou.
Ele ainda classificou a operação como um "abuso" da PF, que teria ignorado suas competências ao ignorar falta de "evidência de competência de atuação federal" —ou seja, como não havia recurso da União, a competência de investigação seria de órgãos estaduais.
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