Política

Tarcísio de Freitas defende tese de que Bolsonaro estava "fora de si" ao violar tornozeleira

Pablo Jacob / Governo do Estado de SP
Tarcísio de Freitas aderiu à tese de que Jair Bolsonaro estava em surto ao violar tornozeleira eletrônica  |   Bnews - Divulgação Pablo Jacob / Governo do Estado de SP
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 25/11/2025, às 22h56



O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (25) que o ex-presidente Jair Bolsonaro está "doente e fragilizado" e aderiu aderiu à versão de que ele danificou a tornozeleira eletrônica em meio a um surto devido ao uso de medicamentos. Em audiência de custódia na Polícia Federal, Bolsonaro disse que queimou o equipamento com um ferro de solda em meio a uma “alucinação” de que haveria uma escuta ilegal dentro do objeto. Tarcísio também questionou a necessidade de Bolsonaro usar o equipamento já que era monitorado “24h por dia” na residência onde cumpria prisão domiciliar.

"Foi um momento de oscilação de consciência, de uma pessoa que está fora de si, que está passando por um momento de extremo estresse, de extrema provação e acabou mexendo na tornozeleira. Não tinha necessidade nenhuma. Como é que ele vai fugir de casa? Não vai fugir. Ele tem 70 anos, ele está doente, ele está fragilizado. Tem vigilância na porta da casa dele. Ele está preso, ele não quer sair de casa", declarou Tarcísio.

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Ele complementou: "A questão do Bolsonaro em casa hoje é uma questão de respeito a uma pessoa que tem 70 anos e está muito doente. Eu acho que se toma um risco quando se coloca o Bolsonaro numa prisão porque, de repente, você não vai ter a medicação como deveria ter, você não vai ter a alimentação como deveria ter. Acho que não podemos tomar esse risco e a gente tem que ter respeito aos ex-presidentes".

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