Política

Tarcísio disse que Maduro sempre foi tratado como “companheiro, nunca foi ditador” pelo governo Lula

Pablo Jacob / Governo do Estado de SP
Tarcísio sugere que o Brasil poderia ter contribuído para uma saída negociada da crise na Venezuela  |   Bnews - Divulgação Pablo Jacob / Governo do Estado de SP
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 05/01/2026, às 11h00



O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que o Brasil poderia ter exercido um papel central na condução da transição democrática na Venezuela com uma saída "menos abrupta e negociada".

Tarcísio afirmou ainda que o Brasil "se mostrou, nesse processo todo, irrelevante". Segundo o governador, Maduro sempre foi tratado por Lula e o PT como "companheiro, nunca foi ditador".

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O Brasil, que é a maior economia e que responde pelo maior território da América do Sul, poderia ter ajudado a Venezuela a construir um processo de transição para uma democracia, mas o Brasil nunca fez isso”, disse ao portal Poder 360.

Segundo Tarcísio, a captura e detenção de Nicolás Maduro por Donald Trump, no último sábado (3), se deu “pela omissão dos países que não lideraram o processo”. O governador reconheceu que é possível “criticar os meios que foram usados agora, a legitimidade ou não”, mas afirmou que “algo precisava ser feito e foi feito”.

É importante um restabelecimento da democracia, com eleições livres, eleições que possam ser escrutinadas, acompanhadas. Oportunidades se abrem para a Venezuela e o Brasil pode ser parceiro também nessas oportunidades”, defendeu. 

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