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"Têm que se preocupar com Adolfo Menezes, não com o MDB", diz Lúcio após convite de Jerônimo para o rival Elmar

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Presidente de honra do MDB expressa descontentamento por não ser incluído nas discussões sobre chapa governista  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Divulgação, Luís Guilherme e Arquivo - Bnews
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 29/03/2026, às 15h57 - Atualizado às 16h10



Após a revelação de conversas entre o deputado federal Elmar Nascimento (União) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) para negociar a vaga de vice na chapa governista, o presidente de honra do MDB, Lúcio Vieira Lima, disse em entrevista exclusiva ao BNEWS, neste domingo (29), que a sigla nunca foi chamada para conversar ou participar das articulações.

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Nós nunca fomos chamados para conversar, para participar das articulações, certo? Nós, já que não fomos chamados, estamos certos que a situação que está aí deve permanecer”, afirmou.

Lúcio também descartou a possibilidade de filiação de alguém fora do MDB. “Eu tenho certeza que isso nem passou pela cabeça de ninguém, é mais fofoca, é mais boato. Eu confio na palavra de Jaques Wagner, que disse que o vice-governador era Geraldinho [Geraldo Júnior]. Até porque não tem razão para não continuar. Me dê uma razão para que o MDB não continue?", questionou.

Não há outro nome se filiar ao MDB. Isso aí seria uma articulação que partisse do MDB depois de consultar a nossa militância.Demos prova de que queremos o bem do grupo quando procuramos [senador Ângelo] Coronel e oferecemos para ele o filho dele [deputado federal Diego Coronel] ocupar a vice, quando conversamos com o Zé Ronaldo [prefeito de Feira de Santana] e Zé Cocá [prefeito de Jequié]", complementou.

Pressão do MDB

O presidente de honra do MDB negou que esteja havendo pressão do partido contra a indefinição do governador. "Nada pode ser tomado de fazer algo sem que o tempo deles já acabe. Cabe a eles. O relógio é o tempo deles. Agora, logicamente, relógio não tem corda. Chega uma hora que a corda acaba", alertou.

Eu me queixo que nós não fomos chamados para ouvir argumentos e contra-argumentar. Política é diálogo. Política não é faca no pescoço. Faca no pescoço era no tempo dos piratas”, disse.

Adolfo Menezes

O emedebista disse que os articuladores do governo não devem se preocupar com a sigla, mas com o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Adolfo Menezes, rival de Elmar na cidade de Campo Formoso.

Os articuladores do governo têm que se preocupar, não é com o MDB, não, tem que se preocupar é com o Adolfo Menezes, certo? Adolfo Menezes, que sempre foi elogiado pelo governo, que aprovou tudo na Assembleia [...] que todo mundo elogia como um homem correto, um homem sério, um homem de bem", disparou o cacique do MDB.

"O governo que todo mundo sempre elogiou o comportamento de Adolfo tem uma gratidão por Adolfo no sentido que Adolfo ajudou a aprovar tudo, ajudou o governo", continuou.

Botou a esposa que vai ser candidata, que é adversária ferrenha, que são adversários ferrenhos de Elmar, né? Tem que saber é dele como é que ele vai ver, se é verdade, como ele vai ver lá, e o grupo dele vai ver esse convite para Elmar ou alguém de Elmar. Tem que perguntar se Adolfo vai ficar satisfeito com a indicação de Elmar ou alguém do seu grupo, principalmente numa época eleitoral onde a esposa dele é candidata", argumentou.

Lúcio disse ainda que Menezes será merecedor de uma vaga no Tribunal de Contas. "Botou a esposa que vai ser candidata. Adolfo Menezes vai assumir e ganhar um Tribunal de Contas justamente por fruto de todo esse trabalho", finalizou Lúcio.

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