Política
Publicado em 23/03/2025, às 13h39 Yuri Pastori
A tesoureira nacional do PT, Gleide Andrade, está no centro de uma disputa interna dentro do partido, um dos maiores rachas dentro da corrente que domina a sigla, a Construindo um Novo Brasil (CNB). Ela alega ser vítima de machismo e misoginia, principalmente, do grupo rival, liderado pelo ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, que disputa o controle sobre recursos milionários do fundo partidário e eleitoral.
Segundo reportagem da Folha de São Paulo, a aprovação da chamada "emenda Gleide", que modificou o estatuto para permitir que dirigentes partidários permaneçam em seus cargos por mais tempo, aumentou a tensão, porque a beneficiaria diretamente. Dentro da sua trajetória no PT, Gleide foi acusada de favorecimento de aliados em distribuições de recursos durante a última eleição e também é criticada por seu estilo direto e autoritário.
Gleide, que ocupa um cargo no conselho de Itaipu, está avaliando a possibilidade de se candidatar a deputada federal nas próximas eleições, após uma tentativa em 2022 que a deixou como suplente. Apesar das dificuldades internas no partido, ela acredita que ainda é possível alcançar um acordo para resolver as disputas e reforça a importância de ter apoio popular para continuar em cargos importantes no PT.
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