Política
Publicado em 04/04/2025, às 16h38 Humberto Sampaio
Após quase 16 anos ausente do mercado de distribuição de combustíveis no Brasil, a Texaco, uma das bandeiras da petrolífera Chevron, voltou a operar em solo brasileiro. Desta vez, em parceria com o também gigante Grupo Ultrapar, dono das redes de postos Ipiranga.
Mas dívidas deixadas com uma ex-parceira da Bahia e que resultou em condenações judiciais, atrapalham o retorno da marca ao mercado nacional. Para tentar se livrar do problema, a Iconic - joint ventura da Chevron e Ultrapar dona da marca Texaco no Brasil - contratou um exército de 82 advogados.
Entre eles, Celso Cintra Mori, sócio do escritório de advocacia Pinheiro Neto Advogados, desde 1974, que advogou em favor das empresas de Elon Musk, “X” e Starlink, em recente ação no STF que bloqueou as operações das empresas do bilionário sul-africano no país.
O Escritório Pinheiro Neto é a maior banca de advocacia do Brasil em volume de transações. Em 2023, as causas defendidas pelo escritório somaram mais de US$3,8 bilhões. O caso entre a Texaco/Chevron/Ultrapar e a distribuidora baiana de lubrificantes MLub, é muito mais modesta que as cifras acima, orbitando atualmente na casa do R$60 milhões.
O montante, refere-se à dívida já reconhecida pelo Tribunal de Justiça da Bahia que as gigantes do petróleo têm com a empresa da Bahia. A condenação ao pagamento da quantia foi o reconhecimento do judiciário ao descumprimento do contrato de exclusividade na distribuição de lubrificantes Texaco nos estados da Bahia e Sergipe pela própria multinacional.
A MLub teve prejuízos milionários com a manobra irregular da gigante mundial do petróleo. O caso aguarda agora a apreciação pelo Superior Tribunal de Justiça do recurso impetrado pela Iconic.
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