Política

TJ-BA bloqueia pagamento de R$ 183 mil da Prefeitura para doutorado de secretária de Salvador

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Advogados apontam contradição na alocação de recursos enquanto servidores aguardam pagamento de retroativos de avanço de nível.  |   Bnews - Divulgação San Júnior/Sefaz
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 27/09/2025, às 08h16 - Atualizado às 08h50



O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) concedeu liminar que suspende o pagamento do doutorado da secretária municipal da Fazenda de Salvador, Giovanna Guiotti Testa Victer, custeado pela Prefeitura. A decisão, obtida pelo BNEWS, é da 15ª Vara da Fazenda Pública e atende ao pedido dos advogados Ivando Antunes da Silva e Marcos da Silva Carrilho Rosa.

De acordo com o TJ-BA, o pagamento do curso “viola os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência”. O contrato de R$ 183,1 mil foi firmado sem licitação, por inexigibilidade, e assinado pela própria secretária, para custear o Doutorado Profissional em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Conforme os cálculos apresentados à Justiça, o valor de R$ 183,1 mil seria suficiente para pagar aproximadamente 152 servidores. A decisão cabe recurso.

"A suspensão liminar não causará prejuízo irreversível à beneficiária, que poderá custear o curso com recursos próprios, preservando-se o erário até o julgamento de mérito. A medida atende ao interesse público na preservação dos recursos municipais e na observância dos princípios constitucionais que regem a administração pública", diz o magistrado.

Com a liminar, a gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil) não poderá transferir o valor à FGV até que o mérito da ação seja julgado. Os advogados destacaram que a decisão expõe uma contradição na alocação de recursos.

Enquanto servidores efetivos, como agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, aguardam retroativos de avanço de nível, créditos médios de R$ 1.200 por servidor, a gestão municipal destinou um “vultoso recurso” para um benefício individual de agente não efetivo.

Em nota enviada ao BNEWS, após a repercussão do caso, Giovanna informou que solicitou o arquivamento do processo dentro da própria pasta. Além disso, sugeriu à Procuradoria-Geral do Município que não apresente recurso em ações ligadas ao tema.

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