Política

Toffoli deu posse a prefeito para 3º mandato em cidade que aportou R$ 60 milhões no Master, diz jornalista

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Decisão inicial de Toffoli permitiu que Dr. Rubão assumisse o cargo, mas cinco meses depois a medida foi revogada  |   Bnews - Divulgação Rosinei Coutinho/SCO/STF
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 06/04/2026, às 07h29 - Atualizado às 07h35



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que é alvo de suspeitas em torno de sua relação com o Banco Master e Daniel Vorcaro, foi o responsável por uma decisão que permitiu a posse do prefeito de Itaguaí, no Rio de Janeiro, para um terceiro mandato consecutivo.

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Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão, assumiu o cargo em julho de 2020, quando era presidente da Câmara Municipal, após o impeachment do prefeito e do vice-prefeito. No mesmo ano, foi eleito para a Prefeitura. Em 2024, Rubão foi candidato novamente e venceu. A Justiça Eleitoral tentou barrar sua posse, mas, no STF a tese foi rechaçada.

O prefeito foi beneficiado pela decisão do magistrado no mês de junho de 2025. No ano anterior, entre junho e julho de 2024, o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Itaguaí (Itaprevi) investiu no Banco Master.

Segundo o jornalista Guilherme Amado, do portal Amado Mundo, a gestão municipal havia investido R$ 60 milhões na instituição do banqueiro investigado por fraudes financeiras.

Cinco meses depois, Dias Toffoli voltou atrás e revogou a medida que permitiu a posse do prefeito de Itaguaí. Com a revogação, Dr. Rubão foi afastado do cargo na cidade do interior do Rio de Janeiro.

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