Política

União Progressista pede à PGR afastamento de secretário baiano investigado no Caso Master

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Representação na PGR busca afastar secretário do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, investigado por irregularidades no Caso Master  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 17/09/2026, às 21h19



A Federação União Progressista protocolou nesta quinta-feira (17) uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o órgão avalie solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento do secretário do Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré. O gestor é investigado no âmbito do Caso Master, que apura supostas irregularidades envolvendo o banco de Daniel Vorcaro.

O documento foi encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e é assinado pelo deputado federal Arthur Maia, presidente da federação na Bahia, além dos presidentes estaduais do União Brasil, Paulo Azi, e do PP, Cacá Leão. Os autores afirmam que não pretendem antecipar uma conclusão sobre a responsabilidade criminal de Sodré, mas questionam a permanência dele no cargo enquanto as apurações estão em andamento e medidas cautelares estão vigentes.

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Segundo a representação, a Polícia Federal apontou Sodré em articulações financeiras investigadas, especialmente em cobranças feitas ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Uma decisão do ministro André Mendonça, de 17 de junho, cita planilhas encontradas no celular de Daniel Monteiro, apontado como operador do banco, com registros de pagamentos superiores a R$ 2,34 milhões destinados a uma pessoa identificada como “Dudu”, que, segundo a investigação, seria Eduardo Sodré.

As apurações também indicam que Sodré teria participado de cobranças relacionadas a boletos, notas fiscais e documentos necessários para viabilizar pagamentos à BN Financeira. De acordo com os investigadores, essas movimentações antecederam uma transferência de R$ 3,5 milhões. Para os representantes da federação, a permanência do secretário no cargo deve ser analisada à luz do artigo 319, inciso VI, do Código de Processo Penal, que prevê a possibilidade de suspensão do exercício de função pública quando houver risco de utilização do cargo para a prática de infrações.

A representação sustenta que o cargo proporciona acesso a estrutura administrativa, orçamento, contratos e interlocução com órgãos públicos. “A permanência de investigado, apontado como operador financeiro ativo de organização criminosa em estágio investigativo ainda embrionário, nas palavras do próprio relator [André Mendonça], à frente de secretaria de Estado confere-lhe acesso a estrutura de pessoal, orçamento, contratos administrativos e trânsito institucional junto a órgãos públicos estaduais e federais”, afirma o documento. Sodré é enteado do senador Jaques Wagner (PT) e integra a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

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