Política
por Bruna Rocha, Daniel Serrano e Héber Araújo
Publicado em 09/09/2025, às 14h20 - Atualizado às 14h47
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, votou a favor da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (9). Moraes é o relator do processo que apura a tentativa de golpe de Estado, no qual Bolsonaro e outros sete militares são réus.
Durante seu voto, o magistrado também optou por condenar os demais sete réus membros do núcleo crucial da trama golpista. "Os réus, portanto, praticaram todas as infrações penais imputadas pela Procuradoria Geral da República em concurso de agentes e em concurso material", afirmou Moraes.
Segundo ele, Mauro Cid, Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, tiveram papeis cruciais para o desenvolvimento do plano.
Durante a conclusão de seu voto, o ministro afirmou que a trama golpista começou a ser desenvolvida ainda em 2021, quando o ex-presidente, ainda no cargo de chefe do executivo nacional, fez uma live atacando as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral. Moraes continuou ressaltando que Bolsonaro foi o líder da trama golpista.
Nem os mais pessimistas podiam esperar que o que estava sendo planejado, sob o codinome punhal verde e amaraelo, seria o assassinato do presidente e vice eleitos e do então presidente do TSE, eu mesmo”, completou.
O julgamento começou na última terça-feira (2) e segue até sexta-feira (12). O próximos ministros a votar são Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin.
Discurso de Bolsonaro é comparado a atos golpistas
Durante o voto, Moraes afirmou que o discurso de Bolsonaro repete o mesmo tom dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Segundo o ministro, trata-se do “exatamente o mesmo discurso” usado pelos presos envolvidos naqueles ataques.
Moraes destacou que o ex-presidente estava acompanhado, na transmissão ao vivo, de Anderson Torres, então ministro da Justiça, e Augusto Heleno, então ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
“Por que, coincidentemente com a presença de ambos, o presidente Jair Bolsonaro fala, de um lado, que não há credibilidade na Justiça Eleitoral e, do outro, pede apoio das Forças Armadas, citando o ministro Augusto Heleno?”, questionou Moraes.
O ministro também comparou uma troca de mensagens entre Bolsonaro e o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), com comunicações de criminosos do PCC.
“Isso não é uma mensagem de um delinquente do PCC. Isso é uma mensagem do então diretor-geral da Abin e futuro ministro do GSI. A organização criminosa já iniciava os atos executórios para se manter no poder, independentemente de qualquer coisa, e para afastar o controle judicial previsto”, declarou Moraes.
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