Política
por Henrique Brinco
Publicado em 14/04/2026, às 19h16 - Atualizado às 21h27
A CPI do Crime Organizado rejeitou o relatório final que propunha o indiciamento, por crimes de responsabilidade, dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A decisão foi tomada nesta terça-feira (14), por 6 votos contrários e 4 favoráveis.
A base governista orientou voto pela rejeição do relatório. Além dos pedidos de indiciamento, o parecer do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) incluía propostas legislativas para reforçar o combate ao crime organizado. Entre elas, a criação do Ministério da Segurança Pública e a defesa de uma nova intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro.
A reunião marcou o fim dos trabalhos da CPI, que durou quatro meses. O colegiado chegou a pleitear a prorrogação por mais 60 dias, mas não obteve autorização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).
Mais cedo, Alcolumbre discursou em evento no Palácio do Planalto e criticou o que classificou como ataques às instituições. Segundo ele, o país vive uma “agressão permanente às instituições republicanas” e é “cômodo” fazer esse tipo de ataque. “Está todo mundo passando dos limites institucionais que norteia a boa convivência na relação republicana”, afirmou.
Votaram pela rejeição do parecer os senadores Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE), Soraya Thronicke (PSD-MS) e Rogério Carvalho (PT-SE).
Já os votos favoráveis ao relatório foram dados por Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Esperidião Amin (PP-SC).
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