Política

URGENTE: Defesa de Bolsonaro aponta "vazio de indícios" em resposta Moraes sobre plano de fuga; entenda

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Defesa do ex-presidente argumenta que há 'vazios de indícios' no indiciamento feito pela Polícia Federal.  |   Bnews - Divulgação Alan Santos / PR
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 22/08/2025, às 19h37 - Atualizado às 19h48



O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, na noite desta sexta-feira (22), esclarecimentos no inquérito que investiga suposta tentativa de coação de autoridades brasileiras ligadas à ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022. A defesa alegou que existem “vazios de indícios” no relatório Polícia Federal (PF).

A iniciativa atende a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu na quarta um prazo de 48 horas para que os advogados respondessem sobre três pontos: descumprimento de medidas cautelares, suposto planejamento de fuga para a Argentina e reiteração de condutas ilícitas.

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“Parece claro que um rascunho de pedido de asilo ao presidente argentino, datado de fevereiro de 2024, não pode ser considerado um indício de fuga. Seria necessário avisar à Polícia Federal, especialmente ao setor de inteligência, que o processo criminal que originou as cautelares foi proposto um ano depois e, desde então, o ex-presidente compareceu a todos os seus atos, inclusive estando em sua residência quando determinado o uso de tornozeleira por Vossa Excelência (Moraes)”, declara a defesa de Bolsonaro.

"Fato é que, com ou sem o rascunho, o ex-presidente não fugiu. Pelo contrário, obedeceu a todas as decisões emanadas pela Suprema Corte, inclusive aque o proibia de viajar ao exterior, respondeu à denúncia oferecida, compareceu a todas as audiências, sempre respeitando todas as ordens deste STF", continua.

A PF indiciou o ex-presidente e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), apontando que ambos teriam atuado para dificultar as investigações relacionadas ao processo do golpe, no qual Bolsonaro figura como réu.

*Reportagem em construção

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