Política

Veja o PowerPoint correto do Master que a Globonews não mostrou

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O diretor de jornalismo do ICL apresentou uma nova versão do PowerPoint que foi exibido pela Globonews  |   Bnews - Divulgação GloboNews
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 24/03/2026, às 06h36



O diretor de jornalismo do ICL Notícias, Leandro Demori, criticou na última segunda-feira (23) a forma como o caso do Banco Master foi mostrado no programa Estúdio i, da Globonews.

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Durante sua participação no ICL Notícias 1ª edição, ele disse que a emissora criou uma narrativa baseada em “falso equilíbrio”, ao colocar diferentes políticos no escândalo como se todos tivessem o mesmo nível de envolvimento.

Segundo Demori, a escolha de incluir nomes de campos ideológicos opostos, sem levar em conta o grau real de participação de cada um, distorce a visão dos fatos.

“Não existe imprensa neutra. A escolha do que vira notícia já é uma decisão ideológica”, afirmou. “O que fizeram foi um falso equilíbrio para passar a ideia de que ‘está todo mundo envolvido’, quando os dados não mostram isso.”

Como resposta, Demori apresentou uma nova versão do PowerPoint que foi exibido pela Globonews. Ele reorganizou os nomes com base, segundo ele, nas informações das investigações e das reportagens.

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Para Demori, quando se olha os fatos com atenção, fica claro que a grande maioria dos envolvidos tem ligação com a direita política e com governos desse campo.

GloboNews se retrata

Após o ocorrido, a GloboNews se retratou na segunda-feira (23) pela exibição de uma arte, divulgada na última sexta-feira (20), que resumia as relações entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com os principais nomes do governo federal.  

O pedido de desculpas foi lido pela jornalista Andréia Sadi, apresentadora do Estúdio I. De acordo com a manifestação, a emissora disse que o material "estava errado e incompleto" e que “não deixou claro o critério que foi usado para a seleção das informações”. 

"Na última sexta, a gente exibiu uma arte com o objetivo de apresentar as conexões de Vorcaro com políticos e acessos relevantes, como a gente já fez em outras ocasiões. No entanto, o material estava errado e incompleto, e também não deixou claro o critério que foi usado para a seleção das informações", disse o comunicado. 

"Esse conteúdo acabou misturando contatos institucionais com nomes que Vorcaro menciona como tendo relação contratual ou pessoal, além de outros nomes sob análise da PF ou que, à luz das informações apuradas até aqui, podem ser classificadas como não republicanos", acrescentou.

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