Política

VÍDEO: Tinoco abre o jogo sobre confusão com militante do PT durante votação em Camaçari: "Desaforo"

David Santana/BNews
"Não podia ser de outra forma que não fosse reagir, reagir para colocar as coisas no devido lugar”, disse o vereador Claudio Tinoco nesta terça-feira (29)  |   Bnews - Divulgação David Santana/BNews
Luana Neiva e Carolina Papa

por Luana Neiva e Carolina Papa

luana.neiva@bnews.com.br

Publicado em 29/10/2024, às 15h50 - Atualizado às 16h30



Imagens do vereador Claudio Tinoco (União Brasil) em um “bate-boca” durante o segundo turno eleitoral em Camaçari viralizaram nas redes sociais. Nesta terça-feira (29), em entrevista ao BNews, o edil esclareceu que, no momento da confusão, estava “defendendo seu partido e grupo político” diante de supostas irregularidades no colégio onde ocorria a votação. 

“Eu estive em Camaçari com a legitimidade de ter representação. Fui candidato a deputado estadual. Faço parte de um partido que tinha candidato [Flávio Matos] a prefeito. Camaçari é uma cidade muito importante, vizinha de Salvador, onde eu tenho muitos amigos. Acima de tudo, [tenho o] compromisso de fazer com que a política pudesse ocorrer da melhor forma possível”, iniciou Tinoco. 

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“Eu coordeno fiscalização desde 1996 e essa experiência me faz exatamente saber que o que é mais importante da eleição é que nos locais de votação possa ter tranquilidade, ter a condição do eleitor exercer a sua vontade e sua liberdade [de voto]. Quando nós chegamos numa escola, [localizada em] em Barra do Pojuca, nós percebemos muitas pessoas dentro da escola fardadas em vermelho, com credenciais difíceis. [Havia uma] fiscalização que não estava exercendo o trabalho”, acrescentou. 

O edil aponta que, após suspeitas de possíveis irregularidades, a coordenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi acionada e que, após a medida, um militante do PT, apoiador de Luiz Caetano, proferiu “desaforos” contra ele. 

“Nós chamamos a coordenação do TRE e passamos ali a conversar com pessoas que estavam do outro lado para poder fazer com que as pessoas saíssem das escolas. Houve uma confusão e nós fomos intermediar e uma pessoa com a credencial do PT passou a provocar a todos, inclusive com desaforos, com questionamento sobre a minha presença. Não podia ser de outra forma que não fosse reagir, reagir para colocar as coisas no devido lugar”, destaca. 

Em Camaçari, o pleito foi vencido pelo candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Caetano (PT), com 50,92% contra 49,08% de Flávio Matos. Sobre o resultado, Tinoco diz que a “eleição ocorreu da melhor forma possível” e ressalta a importância de respeitar “a vontade popular”. 

“O mais importante é que a eleição ocorreu da melhor forma possível, respeitando a vontade popular e agora bola pra frente. É um trabalho de militância que eu faço e faço em qualquer lugar que eu possa estar ali defendendo não só o meu partido, meu grupo político ou melhores candidatos que eu considero, como eu considerava e considero Flávio a melhor pessoa para poder estar conduzindo o futuro de Camaçari, [mas] não foi dessa vez. Fica o ensinamento de que o que vale é o resultado nas urnas”, finaliza.

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