Política

Vereador bolsonarista acusado de estupro e posse de imagens de abuso sexual infantil pode perder o cargo

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O vereador usava sua imagem pública e o poder do cargo para atrair as vítimas  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 16/12/2025, às 07h23 - Atualizado às 07h23



O vereador Cássio Luiz Barbosa, conhecido como Cássio Fala Pira (PL), de Piracicaba (SP), é acusado de estupro e investigado por possuir imagens de abuso sexual infantil.

A prisão temporária foi decretada após sete mulheres denunciarem o vereador por crimes sexuais, incluindo importunação e estupro.

No dia 9 de dezembro, o MPSP entrou com uma Ação de Improbidade Administrativa, que foi divulgada na última segunda-feira (15) pelo promotor Luciano Gomes de Queiroz Coutinho.

No documento, o Ministério Público diz que a investigação policial mostrou que o vereador usava sua imagem pública e o poder do cargo para atrair as vítimas.

“Sob o pretexto de oferecer emprego e outras formas de auxílio e suporte, ele as submetia a situações de constrangimento e violência sexual”, diz o documento.

O MPSP aponta que há muitas provas, como depoimentos consistentes das vítimas, imagens de câmeras de segurança e o próprio interrogatório de Cássio Fala Pira.

Nele, o vereador admitiu ter tido relações sexuais com as vítimas e feito videochamadas com nudez.

Para as autoridades, isso representa abuso de poder e exploração da vulnerabilidade das mulheres, mesmo que o político tenha dito que tudo foi consensual.

Com base no inquérito policial, o MPSP pede que o vereador seja condenado por “atos de improbidade administrativa que atentaram contra os princípios da administração pública”, que perca o mandato e tenha os direitos políticos suspensos por cinco anos.

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