Política

Vereador de cidade baiana é suspenso por decisão unânime após denúncia de assédio sexual contra servidora

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Enquanto durar a punição, o vereador não poderá exercer suas atividades na Câmara e não receberá salário  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 06/11/2025, às 06h56



A Câmara Municipal de Jaguaquara, no sudoeste da Bahia, afastou o vereador Rogério Rocha (Republicanos) do cargo por 30 dias. Ele foi acusado de assediar sexualmente uma funcionária da Casa.

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar considerou que o vereador teve uma conduta incompatível com o exercício do cargo. 

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A decisão aconteceu na sessão da noite da última terça-feira (4), com 12 votos a favor, todos os presentes concordaram. Rogério Rocha não esteve na votação.

De acordo com a Câmara Municipal de Jaguaquara, a suspensão passa a valer a partir da publicação do ato no Diário Oficial do Legislativo.

Enquanto durar a punição, o vereador não poderá exercer suas atividades na Câmara e não receberá salário. 

O que diz a Câmara Municipal de Jaguaquara

"A Câmara Municipal de Jaguaquara informa que, em sessão ordinária realizada na noite de terça-feira (4 de novembro de 2025), foi aprovada, por 12 votos favoráveis, unanimidade dos vereadores presentes, a suspensão do mandato do vereador Rogério Rocha (Republicanos) pelo período de 30 dias.

A decisão decorre do parecer final da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, que apontou violação ao Código de Ética da Casa, com aplicação da penalidade prevista no artigo 17, que estabelece a suspensão temporária do mandato em casos de conduta incompatível com o decoro parlamentar.

Em 29 de setembro de 2025, a Câmara recebeu o Ofício nº 352/2025/1PJ, encaminhado pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Promotor de Justiça Lúcio Meira Mendes, que anexou cópia do procedimento investigativo nº 8006114-98.2025.805.0138, oriundo da Delegacia de Polícia Territorial de Jaguaquara. No documento, o Ministério Público comunicou que o vereador é apontado como autor de fatos ocorridos na sede do Poder Legislativo Municipal e solicitou que o Legislativo adotasse as providências que entendesse cabíveis.

O processo tramitou sob sigilo para resguardar a identidade da servidora que apresentou denúncia de assédio sexual. Todas as etapas do procedimento foram conduzidas observando-se o devido processo legislativo, a ampla defesa e as normas regimentais.

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